Como Operar e Extrair o Melhor Rendimento do Cambio Automatico?

Cambio Automatico
A transmissao automática opera as mudanças de marcha sem interferencia do motorista e efetua o trabalho da embreagem seja nas mudanças, seja nas saídas e paradas de modo automático. Além do ganho significativo em conforto, tende a preservar o motor de maus tratos, pois impede a variaçao brusca de rotaçao que se pode obter num câmbio manual. Por nao se tratar de sistema mecânico por engrenagens, ocorre ligeira perda de rendimento, com reflexos também no consumo. Mas essa diferença vem se reduzindo com seu aprimoramento.
Dirigir um automóvel de câmbio automático é mais simples do que pode parecer. Com raras variaçoes, suas posiçoes de trabalho sao: P, parking ou estacionamento; R, reverse ou marcha a ré; N, neutral ou ponto-morto; D(drive), 3, 2 e 1, marchas a frente. Alguns modelos possuem cinco marchas, outros quatro ou mesmo tres. Há marcas que adotam a letra L, de low (baixa), para a primeira marcha. Na maior parte do tempo mantém-se a posiçao D, que permite operar em todas as marchas, de acordo com a velocidade, topografia e pressao no acelerador. As posiçoes inferiores devem ser utilizadas apenas para obter freio-motor, como ao descer uma serra. Como o câmbio tende a subir marchas quando a aceleraçao é aliviada ou interrompida, manter uma marcha inferior (como 3 ou 2) pode ser útil em situaçoes específicas, como no trânsito urbano ou numa estrada em aclive.

A posiçao P deve ser mantida com o veículo estacionado e é indicada para ligar e desligar o motor em alguns modelos a chave nao pode ser retirada com a transmissao em outra posiçao. Um cuidado importante é sempre frear ao engatar D e ao permanecer parado com qualquer marcha engatada: como o carro de câmbio automático é naturalmente acelerado, soltar o freio leva-o a andar lentamente, o que pode causar acidentes. No trânsito pesado ou ao parar por mais de um minuto, passar ao ponto-morto elimina a necessidade de frear e representa ligeira economia de combustível. Todo veículo de transmissao automática possui um recurso denominado kick-down. Consiste num botao sob o acelerador que, pressionado pelo uso de todo o curso do pedal, provoca reduçao de marcha para melhorar as respostas do motor. Basta aliviar a pressao no acelerador para que uma marcha superior seja novamente engatada. Um ligeiro retardo nesta operaçao, retendo mais as marchas reduzidas, é a principal diferença dos programas esportivos que algumas transmissoes oferecem. Outra é a possibilidade de acelerar até um regime de giros superior ao atingido no programa convencional ou "econômico". O botao ou seletor do programa esportivo pode ser acionado com o veículo em movimento e em qualquer velocidade sem nenhum problema. Finalmente, o programa de "inverno" permite sair em terceira marcha e mostra-se adequado a terrenos de baixa aderencia, como neve, gelo e lama.

No caso de aclives, os fabricantes recomendam usar o freio de serviço ou o de estacionamento para manter o carro imobilizado, e nao o acelerador. Mas, conforme a inclinaçao, apenas soltar os pedais pode ser suficiente para a parada. No caso da embreagem automática adotada por alguns modelos, como o Mercedes Classe A, é imperativo frear o veículo nestas condiçoes, pois a transmissao convencional nao tem a capacidade de mante-lo imóvel em subidas. Ainda assim há maior facilidade que num modelo sem o recurso, pois a ausencia de pedal de embreagem facilita o uso do pé esquerdo para frear.