Aceleramos o Fiat 500 em Interlagos

Sexta-feira, um cinzento Dia dos Namorados no autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP). Ótimo clima para se ficar embaixo das cobertas com a namorada ou namorado. Porém, o Fiat 500 tinha outros planos: chamar para uma volta no circuito.

Foi uma espécie de ‘preliminar’, já que o modelo deve desembarcar no Brasil em outubro. A montadora italiana ainda não confirmou quais versões do modelo deverão ser trazidas para o país, mas o preço é estimado entre R$ 65 mil e R$ 70 mil. O carro está em fase de ‘tropicalização’, ou seja, o motor está sendo adaptado para nossa gasolina misturada com o álcool e a suspensão precisa ser retrabalhada para não ficar desconfortável em nossas maltratadas vias.

Paixão à primeira curva

Apenas sair dos boxes de Interlagos, independentemente do carro, já é uma emoção forte. Porém, fazer isso num carro de 3,55 metros de comprimento, 1,49 metro de altura e 1,65 metro de largura pode parecer decepcionante, mas não é. Um modelo curto, largo e com boa distância entre os eixos tende a se dar bem em curvas.

O carro é mais curto, mais largo e possui um entre-eixos maior que o de um Mille Economy, por exemplo. O pequeno propulsor 1.4 16v a gasolina de 101 cv do modelo testado precisa empurrar os 1.004 kg do 500, mas conta com seis marchas para ajudar.

À primeira vista, o carro cativa pelo design simpático, inspirado no modelo original da década de 1950. Ao entrar, percebe-se o acabamento na porta em plástico, similar a outros modelos da Fiat nacionais, mas o painel e os bancos não: são bonitos e causam boa impressão. Os assentos, em couro, ‘vestem’ bem o motorista e tratam de segurá-lo mesmo em curvas acentuadas.

O câmbio de seis velocidades não lembra os que equipam os Fiat nacionais. Possui engates fáceis e precisos, mas engatar a sexta marcha exige um pouco de costume. Não pela peça, mas pelo motorista que lida geralmente com um câmbio de cinco marchas.

Dando a partida, o propulsor solta um leve barulho, quase imperceptível. No console há um botão escrito ‘Sport’, que foi acionado antes de sair para a pista. Quem conseguiria resistir a apertar esse botão em um circuito de corridas como Interlagos? Ele é responsável por tornar as reações do volante e do acelerador mais precisas.

Já na saída dos boxes o carro demonstra que ganha fôlego rápido e som fica mais ‘encorpado’ com o conta-giros marcando mais de três mil rotações por minuto. Saindo no meio da reta oposta, o instrutor, que ficou no banco do carona, deu a dica: ‘O interessante desse carro é mostrar a dirigibilidade’. Esse foi gatilho para o pequeno Fiat 500 começar a ‘devorar’ a curva no final da reta oposta. Mas o ‘piloto’ aqui ficou receoso de entrar com tudo e escutou um ‘Vamos, pode acelerar’. O carro não oscilou, nem torceu a carroceria. Nem sequer um assobio ou chiado vieram dos pneus. Foi paixão à primeira curva.

Tudo bem, já que é para acelerar, aceleremos: pé embaixo na Subida do Lago passando de segunda para terceira marcha em direção ao Mergulho. O carro fez a curva já pedindo a quarta marcha, algo entorno dos 100 km/h (eu tinha mais com que me preocupar do que o velocímetro no momento).

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