Flagra do novo Corsa tentativa da GM de virar o jogo no Brasil.

Dez a seis. Este seria o placar desfavorável de um jogo “velhos x novos” dentro da atual linha de produtos da Chevrolet no Brasil. Mas estamos fazendo esta contagem por quê? Simples: por termos recebido via e-mail as imagens que você vê na sequência: 

 Novo Chevrolet Corsa Europeu

 

O carro da imagem acima é um exemplar da quarta geração do Opel Corsa visto numa das instalações da GM do Brasil, ao lado de um Classic. Já na foto abaixo, o mesmo carro é observado por outro ângulo e, bem ao fundo, é possível notar mais um exemplar branco outro Corsa europeu. Embora este modelo do Corsa já esteja dando as caras por aqui há algum tempo, a presença de tantas unidades pode indicar uma maior seriedade, e até urgência, do teste. Afinal, é mais do que notória a necessidade da fabricante em atualizar seu portfólio há até um limite de prazo para que isso ocorra: 2012.

 

Novo Chevrolet Corsa Europeu

 

Olhando a segunda imagem com mais atenção, conseguimos contar 15 carros. Nos acompanhe: além dos dois Opel Corsa e do Classic citados, uma picape Montana de carroceria preta pode ser facilmente reconhecida em segundo plano (logo atrás do Corsa).  Ainda nesta linha, há um pedaço de capô e farol que podem ser de um Agile ou de outra Montana (à direita) e um carro camuflado (à esquerda). Numa terceira linha, há outro carro camuflado e parcialmente coberto por uma lona (à direita), um pedaço não identificável de carroceria e mais um carro totalmente coberto. No quarto plano, podemos ver um carro com camuflagem branca no segundo volume, mas que pelo recorte da lanterna pode ser outro Opel Corsa, e um carro preto que não pudemos identificar (ambos à direita), além de outro carro branco (no lado esquerdo). Por fim, mais ao fundo na foto, temos o Opel Corsa branco intercalado por dois sedãs compactos pretos, todos à frente de mais um veículo coberto. Sabemos também que, além dos Opel Corsa, também rodam por aí exemplares camuflados do sedã Chevrolet Cruze, provável substituto do Vectra. E muito se fala da família Onix, substituta de Celta e Prisma, que vem demandando investimento pesado da GM e deve ganhar corpo em um ou dois anos.

 

Voltando ao placar do início deste post, os carros com mais urgência de atualização são, além da dupla Celta e Prisma, o nosso Corsa, Astra, Vectra e Vectra GT (sedã e hatch, respectivamente), as peruas Meriva e Zafira e os utilitários Blazer e S-10 (a picape média também tem substituto à vista, com alguns flagrantes já feitos). Há ainda o caso do Classic, remodelado recentemente, mas que não tem prazo de vida muito longo, por não poder incorporar em sua estrutura equipamentos como freios com ABS e airbags, que terão sua obrigatoriedade no país aumentada gradualmente até 2014. Em dia, estão o hatch Agile e a picape Montana, o SUV Captiva (embora a Europa já veja atualizações do modelo) e os importados Malibu, Omega e Camaro.

Volkswagen Voyage turbinado com 400 cavalos de puro veneno.

Voyage Turbinado

 

Veja como, após muita insistência, o pacato Voyage quatro portas de uma velha senhora foi transformado em um bólido de 1.900 cm³ com mais de 400 cv de potência. Quando a Volkswagen lançou o Voyage, em 1981, o comerciante Luiz Fernando de Moura, de Santo André, SP, tinha apenas cinco anos de idade. Provavelmente, nesta época, o sedã derivado do Gol não deve ter lhe chamado a atenção, o mesmo ocorrendo em 1986, quando o cantor Desirelles lançou o álbum François com a famosa canção “Voyage, Voyage”, mas isso logo iria mudar.  O interesse específico pelo carro surgiu em 1993, quando, aos 17 anos, sua mãe comprou um modelo GLS 1.8. Pouco tempo depois, um amigo fez o mesmo e, para melhorar o desempenho, instalou um turbocompressor no motor AP, transformando o pacato Voyage em um verdadeiro bólido. Assim, após dar algumas voltas no carro, a simpatia que Luiz sentia pelo Volkswagen logo se tornou uma grande paixão, muito embora diversos motivos o tenham impedido de comprar, nos anos que se seguiram, o seu próprio Voyage. Esta situação começou a mudar em 2003, quando um outro amigo comentou sobre a existência de um certo Voyage GL 1.8 1992.

 

Voyage Turbinado

 

Conforme lhe foi explicado, o veículo, “liso” de lata, tinha quatro portas e, para completar, era preto, a cor preferida de Luiz. Como se tudo isso não bastasse, o carro tinha baixíssima quilometragem, mesmo porque sua proprietária, uma senhora, o havia comprado quando novo e só o utilizou esporadicamente, deixando de fazê-lo depois de adoecer. Outro fato interessante é que o Voyage de quatro portas, lançado em 1983, foi vendido no mercado interno somente até 1986, para retornar apenas em 1995. Os modelos de quatro portas feitos neste meio tempo eram exclusivos para exportação e vendidos com os nomes Gacel, Senda, Amazon e Fox. Assim, a conversa, de tão incrível, parecia papo de vendedor, mas, como o Voyage não estava à venda, Luiz ficou curioso e achou que valia a pena conferir a história pessoalmente.

 Voyage Turbinado

 

PREPARAÇÃO AFINADA

 
A mesma filosofia adotada no exterior foi empregada na parte interna do carro. Refeito na Finess Design, o centro do painel perdeu os difusores de ar e o rádio, cujo espaço foi coberto por uma placa de acrílico fumê. Como Jair pretendia preparar o motor, nesta superfície foram instalados o controlador de bicos HIS (para comandar os futuros bicos injetores suplementares) e os manômetros do turbocompressor, da linha de combustível e do óleo, todos da Autometer. O conta-giros, montado na frente dos instrumentos originais do Voyage, também é da mesma marca e fica bem visível graças ao uso de um volante Momo de três raios.
Um aspecto curioso diz respeito ao shift-light, que fica escondido atrás do difusor de ar, do lado esquerdo do painel. A manopla da alavanca de câmbio, feita em alumínio, é da marca Shutt, enquanto o revestimento interno dos bancos (sendo os dianteiros da marca Recaro) é de couro cinza. Não se trata, entretanto, de um detalhe original de fábrica, pois este revestimento foi feito sob encomenda para a antiga proprietária em uma tapeçaria especializada neste tipo de serviço. Definido o visual, havia chegado a hora de modificar a mecânica. Partindo do bloco original, a Keller Mecânica de Automóveis montou uma usina de força de 1.900 cm³, obtida com a troca dos pistões originais Metal Leve, de 81 mm, por outros Ross, norte-americanos, de 83 mm. As novas bielas, forjadas, são da Ancona, enquanto o carburador original deu lugar a um Weber 40.

 

Voyage Turbinado

 

Os cabeçotes foram retrabalhados na Paula Faria, que trocou as válvulas de admissão e de escape por outras de 30 e 33 mm. Assim como ocorre com o tipo de comando de válvulas utilizado (que é nacional e difere bastante dos normalmente empregados nos motores Volkswagen), tanto o proprietário quanto a oficina não revelam a taxa de compressão obtida com as mudanças realizadas no cabeçote. O kit turbo também tem os seus segredos, mas a turbina usada é uma K24, com 1,5  bar de pressão. O intercooler é nacional, da marca Super Cooler. O Voyage emprega ainda três bombas elétricas Asse “de Gol GTI”. Conforme informou o proprietário, o motor passou a desenvolver 331 cv, mas isso era considerado pouco. Houve, então, a montagem de um booster e dois bicos suplementares de 160 lbs. Agora, quando a válvula selenóide altera a regulagem da válvula de alívio, a potência do “AP 1900” pula para 445 cv. A caixa de câmbio é Sapinho, com engrenagens retas da primeira a segunda marcha. As mudanças são completadas pelo uso de uma embreagem cerâmica, enquanto a suspensão passou a contar com amortecedores e molas com rosca da marca Fênix. Os discos de freio dianteiros são da Power Brake e, além do grande diâmetro, também são perfurados, otimizando assim o arrefecimento. O coletor de admissão e sua tubulação ficou por conta da Paulinho Escapamentos, que também forneceu as barras antitorção inferiores.

Honda é eleita a marca mais ecológica EUA.

Honda FCX Concept Sedan

 

A Honda recebeu o prêmio “Greenest Automaker”, concedido pela USC,  associação que realiza ações que visam a melhoria ambiental, como a marca mais “amiga do ambiente”. Esta premiação foi atribuída com base em um estudo realizado nos Estados Unidos, no qual se calcula a contribuição das marcas nas emissões de gases poluentes para a atmosfera.Esta é a quinta vez consecutiva que a fabricante japonesa é eleita a marca mais ecologicamente correta. A cerimônia de entrega do prêmio foi realizada no Salão de Los Angeles, onde o CEO da Honda, Takanobu Ito, recebeu o troféu.

 

John Mendel, vice-presidente da American Honda Motor, afirmou que este reconhecimento, à imagem dos anos anteriores, é ao mesmo tempo um desafio para o futuro. Mendel ainda disse que a Honda vai manter os esforços para melhorar a eficiência de combustível e a redução de emissões para contribuir para uma melhoria climática global.

Flagra Novo Fiat Uno duas portas em Belo Horizonte.

Novo Fiat Uno 2 Portas

Novo Fiat Uno 2 Portas

Segundo a Fiat, a opção duas portas terá preço sugerido a partir de R$ 25.550 e é esperada para o início do ano que vem. A previsão inicial era de que o modelo fosse comercializado a partir de setembro deste ano, no entanto, a Fiat diz que precisará adequar a capacidade de produção devido às vendas da versão quatro portas, que ultrapassam 70 mil unidades, sendo que há 20 mil em espera. A partir deste mês, a fábrica irá aumentar a produção de 12 mil unidades/mês para 15 mil unidades/mês. Fiat Uno duas portas é flagrado na Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte, às 19h45 desta terça-feira (23). A nova geração foi lançada em maio, apenas na versão quatro portas. Versão duas portas do carro da Fiat teve lançamento adiado. A nova geração do carro mais popular da marca italiana foi lançada, em maio passado, apenas na versão quatro portas, com preços a partir de R$ 27.350.

Rhys Millen faz drift na Serra do Rastro com Hyundai Genesis.

Rhys Millen. Não é a primeira vez que escrevo sobre esse nome neste espaço. O piloto, filho de um mito da subida de montanha de Pikes Peak, perseguiu este ano o recorde geral da subida de montanha do Colorado. Não conseguiu. O que não quer dizer que ele foi descansar. Millen resolveu vir ao Brasil para enfrentar outro desafio, no dia 13 passado. O piloto neozelandês veio enfrentar o circuito sinuoso das estradas da enevoada Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina. Foram 156 curvas, todas atacadas com precisão. Haja memória, talento e treino. De uma ponta a outra, foram apenas 7m17s898, cumpridos em velocidades muitas vezes superiores aos 200 km/h. Ritmo possível graças também ao poderio do Hyundai Genesis cupê V6 especialmente preparado. Foi um show de um piloto experiente, habituado aos circuitos de rali e de subida de montanha o sangue deve falar mais alto. Daqueles astros capazes de controlar habilmente um bólido de tração traseira. Dá para imaginar o balé que foi a escalada entre altos giros e derrapagens controladas. Pensando bem, para que imaginar? Confira o vídeo oficial da empreitada e entenda porque a subida de montanha se tornou a mais bela forma de drift de todas. Para nós brasileiros, quase que acostumados ao famoso desconhecimento de alguns estrangeiros, chega a ser engraçado a aparição do Cristo Redentor, marco do Rio de Janeiro, na introdução algo plácida do vídeo. Esqueça a tentativa de aproximação territorial, o vídeo vale a pena mesmo pela aula de direção – do carro, claro.

Fiat Bravo chega com itens inéditos em modelos no Brasil.

Bravo T-Jet 2011

 

Como relembrei aqui outro dia, o Fiat Stilo foi lançado em 2003 com um altíssimo nível de equipamentos, uma lista em que os opcionais faziam o papel de atração. Não faltava banco elétrico com memória, teto solar panorâmico, ar-condicionado digital com dupla regulagem, nem controle eletrônico de estabilidade na versão Abarth 2.4. O Marlos Ney Vidal, jornalista do caderno de Veículos do Estado de Minas e editor do Autos Segredos, já havia adiantado algumas especificações, informações que reforcei aqui no blog. Mas agora tudo vem a público com a disponibilidade dos dados no site de imprensa da Fiat.

 

 O modelo está sendo lançado a partir de hoje, no Rio de Janeiro, mas chega no mercado em dezembro. A lista de itens de série e opcionais é extensa. Apenas em segurança, o Fiat Bravo pode contar com airbags duplos frontais, laterais, do tipo cortina e para o joelho do condutor. Na verdade, a versão básica Essence traz as bolsas frontais, mas dispensa o ABS, disponível como opcional. Entre os opcionais ainda há sensor de pressão nos pneus, que avisa caso um dos pneus esteja mais vazio que o recomendado ou mais cheio, furado ou simplesmente com a pressão inadequada para a velocidade em que está rodando. Além do sistema ISOFIX de fixação de cadeirinhas, disponível de fábrica em todos. De série, todos os Bravo contam com faróis de neblina com a função “cornering”. Funciona assim: ao entrar em uma curva fechada ou fazer uma manobra com as luzes acesas, o farol de neblina do lado da curva será acionado. Em matéria de iluminação, o Bravo também vem com sinalização automatica de frenagem de emergência, que acende as luzes de emergência. As mudanças de faixa, por sua vez, podem ser sinalizadas com apenas um toque na alavanca. 

 

Da Fiat europeia também veio o Hill Holder, que equipa o 500 e agora o Bravo T-Jet. O dispositivo facilita a arrancada em subidas ou descidas, tanto em primeira marcha ou ré, mantendo o carro estancado por até dois segundos, tempo suficiente para o motorista colocar o carro em movimento sem brusquidão. Já o controle dinâmico de estabilidade e de tração reaparece na gama. Outra novidade que antecipei foi a inclusão do sistema de entretenimento com tela de LCD com 6,5 polegadas – na foto superior. O aparelho concentra no console central a função de rádio RDS, CD, computador de bordo e sistema GPS, bem mais sofisticado que o GPS pictórico lançado em 2008 no Fiat Linea. As versões Essence (foto de abertura) e Absolute vem com o motor 1.8 E.torQ de 130/132 cv e 18,4/18,9 kgfm de torque, que pode vir com câmbio manual de cinco marchas ou automatizado com o mesmo número de relações, que manteve a troca por borboletas no volante do Stilo (ausente na linha Palio e no Linea). Ainda sem preço divulgado, o Bravo Essence traz ar-condicionado, direção elétrica com função City, volante com ajuste de altura (também para o banco) e de profundidade, roda de liga leve aro 16, controle de cruzeiro, rádio CD/MP3, trio elétrico, com todos os vidros one touch, banco traseiro bipartido, entre outros. O Absolute (abaixo) acrescenta freios ABS, ar condicionado automático, apoio de braço dianteiro com compartimento refrigerado, iluminação ambiente Night Design, também adiantada neste espaço, rodas aro 17, frisos cromados e acabamento diferenciado.

 

Além do já conhecido motor 1.4 16V turbo de 152 cv e 21,1 kgfm de torque, o Bravo T-Jet (abaixo) traz duas grandes novidades. A primeira é o recurso do overboost, que ao toque de uma tecla no painel, fecha a válvula de alívio de pressão do turbo, que salta de 0,9 bar para 1,3 bar, aumentando o torque para 23 kgfm. A força é aproveitada pelo câmbio manual de seis marchas, o mesmo que equipa o Fiat 500 trazido da Polônia. O hatch de temperamento esportivo traz a mais que o Absolute, ESP e Hill Holder, rodas aro 17 excluvias (aro 18 com pneus 225/40 como opcionais), saída de escape dupla, volante, manopla do câmbio e alavanca do freio em couro com costuras vermelhas, pedaleiras e apoio de pé esportivo e minissaias. São opcionais em todas as versões faróis de xenônio, sensor de estacionamento dianteiro, sensor de pressão dos pneus, teto panorâmico Skydome, sistema Blue Me, espelho eletrocrômico, sensores de luz e chuva, som de alta definição com subwoofer e bancos em couro.