Todos sabem a quantas anda o desenvolvimento de automóveis com propulsor alternativa ao motor a combustão: mundo afora, híbridos batem recordes de vendas e são aclamados com prêmios — isso já é realidade nos Estados Unidos, Europa e Japão. Também por lá, governos e sociedade se apressam para definir políticas de regras e, principalmente, benefícios para veículos elétricos com a tal “emissão zero” de poluentes. Claro, a adoção em maior ou menor escala depende do mercado, que é guiado pela pressão do “ambientalmente correto”, mas também (e com muito peso) pelo preço e disponibilidade dos derivados de petróleo.
As fotos que ilustram este post, feitas no setor de desembarque do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba (PR). A perua Fiat Palio Weekend convertida em modelo elétrico. Ela foi vista e testada dentro da Usina de Itaipu, local do projeto piloto. Ações semelhantes estão sendo desenvolvidas em diversos pontos do país, fruto da parceria entre concessionárias do setor elétrico e fabricantes automotivos, consagrados ou não. O diferencial agora está na liberação do uso público: uma unidade do carro foi convertida em taxi e está à disposição dos passageiros do aeroporto desde outubro, contanto que esteja carregada.
O passageiro procura o quiosque do serviço e informa para onde quer ser levado. Com o trajeto fechado, o preço da corrida é definido tendo como base o valor a ser pago em um carro convencional e a aplicação do desconto padrão de R$ 20, concedido para estimular o uso do chamado “taxi elétrico”. O preço final é pago ali mesmo, antecipadamente, com dinheiro ou cartão. Viajantes frequentes também podem obter uma espécie de cartão pré-pago, com créditos que serão descontados conforme o uso. Uma corrida que custaria R$ 50 em um carro de praça convencional, por exemplo, custa R$ 30 no elétrico.





