Novo Duster e Fluence são as apostas da Renault para o Brasil.

Novo Duster Renault

 

Em 2010, marca francesa registra alta de 35% nas vendas no país e no mercado brasileiro já é o terceiro no ranking mundial da empresa. Após registrar crescimento de 35% nas vendas em comparação com 2009 – com 150 mil unidades comercializadas este ano a Renault do Brasil volta suas atenções para 2011, ano que será inaugurado pela marca francesa em fevereiro com a chegada do novo sedã médio Fluence e reserva para o segundo semestre a estreia do jipinho Duster, que mira o mercado do Ford EcoSport. O Fluence desembarca em território nacional importado da Argentina com a missão de substituir o Mégane e ser mais bem sucedido no segmento de sedãs médios, dominado por Toyota Corolla e Honda Civic. A meta da marca francesa é vender 20 mil unidades por ano, montante que ameaça o Chevrolet Vectra, terceiro no ranking e principal alvo da Renault.

 

Cerca de 13 mil brasileiros saem de casa por dia para comprar um carro novo. Isso é impressionante”. Já o utilitário esportivo Duster, da subsidiária romena Dacia, irá abrir para a marca um novo segmento que atualmente supera em vendas os sedãs e é liderado pelo Ford EcoSport, o principal concorrente do SUV compacto ‘francês’. Por aqui, a versão ‘abrasileirada’ será equipada com o motor 1.6 Flex, com potência de até 112 cavalos. Com os dois novos produtos e a expansão da rede de concessionárias – de 180 para 205 lojas, a fabricante estima elevar em 20% o montante registrado em 2010, alcançando um patamar de 180 mil veículos. “Vamos crescer muito mais do que o mercado que prevê aumento de de 8% no ano que vem”, diz o presidente de Renault do Brasil, Jean-Michel Jalinier. Os números consolidam o Brasil como o terceiro mercado mundial da Renault, atrás somente da França e Alemanha. “Cerca de 13 mil brasileiros saem de casa por dia para comprar um carro novo.

 

Isso é impressionante”, diz Jalinier. “Alguns colegas da Europa têm muita inveja de nós.” Apesar da euforia, o presidente da Renault diz que alguns fatores como a elevada carga tributária e a falta de infraestrutura ‘seguram’ o mercado nacional. Neste ano, a empresa foi afetada também pela valorização do real frente ao dólar, o que recuou as exportações. “Exportamos cerca de 50 mil veículos, mas nosso resultado só não foi melhor por causa do câmbio”, diz Jalinier. A fábrica nacional da Renault, localizada em São José dos Pinhais (PR), trabalha atualmente em dois turnos e produz 750 veículos e 1.000 motores diariamente. Para receber o utilitário esportivo Duster a empresa estima criar mil novos postos de trabalho na planta e ainda estuda se irá acelerar o ritmo na linha de montagemou iniciar um novo turno.

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