Alfa 159, cujo substituto, talvez batizado de Giulia, deve ir ao Brasil
Um outro carro da Alfa cotado para o mercado brasileiro é o hatch médio Giulietta, que acaba de ser lançado na Europa sob uma intensa campanha de marketing. Mas o país receberia o modelo apenas após uma primeira reestilização, prevista para 2013. O compacto Mito é outra possibilidade, aparentemente mais remota.
A escolha do substituto do 159 deve-se às peculiaridades do mercado norte-americano, onde os sedãs têm mais compradores do que as outras carrocerias.
Os EUA são prioridade para a Fiat, dona da Alfa Romeo, em sua estratégia de crescimento global para ameaçar as líderes mundiais Toyota e Volkswagen. A aliança com a Chrysler foi um passo fundamental para recolocar o grupo italiano naquele país, por meio da utilização da fábrica mexicana. Quanto à Alfa, um três-volumes com apelo de novidade tem mais chances de cair no gosto local e travar concorrência com best-sellers como Toyota Corolla e Honda Civic.
O 159 foi lançado em 2005 e não sofreu alterações estéticas desde então. Traz a entrada de ar dianteira em forma de escudo, característica da Alfa, conjunto óptico com faróis redondos e placa de licença deslocada para a direita de quem olha. Atrás estão as lanternas afiladas que a Fiat copiou no nosso atual Siena. Com 4,6 metros de comprimento, no Brasil seria considerado um sedã médio, mas para os EUA é compacto. A gama de motores inclui cinco opções a gasolina, inclusive um 3.2 V6, e seis a diesel.
A boa notícia é: se fabricado no México, o 159/Giulia poderá ser importado ao Brasil com taxa zero.
O executivo, no entanto, não deu detalhes sobre como será a nova operação da Alfa no Brasil nem quais modelos virão. Mas não precisa ser gênio para constatar que é obrigatório formar uma rede nova e independente, ou seja, nada de botar show-room do lado de concessionária da Fiat.
O ideal mesmo era repassar a administração da Alfa para algum grupo nacional com a família Senna ou Sergio Habib, gente que sabe como funciona esse mercado. A verdade é que não dá para vendedor de Uno negociar com clientes da Alfa e vice-versa.
Marchionne também disse ao portal que a Chrysler venderá híbridos na América Latina a partir do Brasil, mas não voltou a falar sobre a futura fábrica do grupo no país.
Com a volta da Alfa Romeo, faltam poucas marcas que ainda não atuam no Brasil
Em abril deste ano, Sergio Marchionne, CEO do grupo Fiat, divulgou o plano de transformar a Alfa Romeo em uma marca “full-line premium” (com atuação em vários segmentos) até 2014, o que implicaria no lançamento de até seis novos modelos, entre hatches, sedãs e um inédito SUV. A medida permitiria também a marca do trevo de quatro folhas aumentar sua produção para mais de 500.000 carros por ano.
Para viabilizar tal ação de expansão, porém, o grupo Fiat ainda tem de levantar mais fundos. É neste momento que a Volkswagen entra. Com a Alfa Romeo mais forte (a marca está em baixa há mais de 10 anos), a VW teria mais um pólo de crescimento. A publicação ainda aponta uma estratégia arrojada do grupo alemão, que pode encerrar a endividada Seat e transformá-la na nova Alfa Romeo com uma linha mais variada de automóveis.
O interesse da Volks na Alfa Romeo não é de hoje. Segundo revelou uma fonte não identificada pela publicação, o grupo baseado em Wolfsburg já vinha sondando a Alfa desde o início de 2009. Uma curiosidade é que a VW possui dois ex-executivos da Alfa em seus mais altos cargos, são eles Walter de Silva e Luca De Meo, que já chefiaram os setores de design e marketing, respectivamente, da marca italiana.
O GT compartilhava boa parte de seus componentes com o hatchback 147, que foi sucedido pelo Giulietta. Nos últimos meses, era vendido somente na versão SS Moving e com motores turbodiesel 1.9 JTD de 150 cv (cavalos) de potência ou 1.8 TS a gasolina, com 147 cv.
Com a retirada do GT de linha, o cupê Alfa Romeo mais acessível passa a ser o Brera. No momento, não há previsão de um substituto para o modelo.









