

Pouco mais de um ano depois de seu lançamento mundial, chega ao Brasil o Audi A1, menor e mais barato carro da marca alemã. Vendido em versão única e com um pequeno menu de acessórios (teto-solar, som Bose), o carrinho de 3,95 metros tem preço-base de R$ 89.900 — valor definido já no ano passado, como mostra reportagem. O grande alvo do A1 é o Mini Cooper, carro de imagem da marca hoje pertencente à BMW que moldou a percepção de que tamanho não é luxo. Retrô, encolhido e inspirado num carro baratinho do século passado, o Cooper é um investimento na exclusividade — o comprador pode escolher combinações de cores e itens externos de decoração, por exemplo. O Audi A1 pega o mesmo caminho, mas não vai muito longe nele. É possível escolher uma cor diferente para o arco do teto do alemãozinho. E só. O que interessa no A1 é o fato de ele estar R$ 10 mil abaixo da barreira dos R$ 100 mil, e ainda assim ser um carro “premium”. O mesmo raciocínio vale para o BMW Série 1 mais barato, e até mesmo para o Mercedes-Benz Classe B — embora esses carros nada tenham a ver com o pequenino da Audi, são eles os andares de baixo na gama dessas marcas. Assim como o Cooper, o A1 não pode ser levado a sério como um carro familiar. O entre-eixos de 2,47 metros é até razoável para um modelo desse porte (do tamanho de um Volkswagen Polo), mas o teto baixo e com curva acentuada faz com que eventuais ocupantes adultos do banco traseiro encostem a parte de trás da cabeça no teto — a nosso ver, um grave risco aos passageiros em caso de acidente. Esses eventuais ocupantes também não disporiam de porta para entrar nem de janela para abrir. Até o acabamento nessa parte do A1 é mais simples.