BMW divulga teaser do Série 1 M

A BMW divulgou um vídeo teaser do Série 1 Motorsport, versão esportiva de seu veículo de entrada. Embora nenhuma informação tenha sido revelada sobre o compacto, é possível observar nas imagens freios com discos perfurados (para dissipar os gases gerados em frenagens consecutivas), pneus largos com perfil baixo e sistema de escape com quatro ponteiras, indícios de um veículo alta performance.

É esperado que o Série 1 M utilize o mesmo motor 3.0 6 cilindros biturbo que a configuração 135i, porém, com ajustes para gerar cerca de 350 cv. O novo modelo também surge como um atrativo para a BMW, uma vez que será o esportivo mais acessível oferecido por sua divisão esportiva.

Mídias internacionais especulam que, nos Estados Unidos, o esportivo custe entre US$ 45.000 (R$ 78.900 sem taxas de importação e impostos brasileiros) a US$ 50.000 (R$ 87.600), cerca de US$ 5.000 (R$ 8.650) a US$ 10.000 (R$ 17.300) a menos que o M3, até então, o modelo “básico” da linha M.

BMW encerra produção do M6

Depois do M5 ter sua produção encerrada no início deste mês, chegou agora a vez da segunda geração do BMW M6 ter sua linha também descontinuada. Lançado em 2005 nas versões cupê e conversível, o esportivo com motor 5.0 V10 de 507 cv logo terá um substituto, que será desenvolvido a partir da base do conceito Gran Coupé, apresentado neste ano no Salão de Xangai, na China, e com estreia esperada para o próximo ano.

É esperado que o sucessor do M6 atual adote o motor 4.4 V8 biturbo com mais de 500 cv e recursos mais avançados para maior eficiência de desempenho e consumo de combustível, mesmo com dois cilindros a menos. Outra novidade na linha pode ser uma versão híbrida, com motor V8 a gasolina e outro elétrico. A BMW, no entanto, ainda não confirma os boatos sobre o sucessor do série 6 esportivo.

BMW adapta GPS para o Brasil

Sistemas de navegação por satélite integrados para carros originais de fábrica ainda é um acessório raro no mercado brasileiro. Muitos veículos importados possuem a tecnologia, mas alguns não operam no país por falta de uma interface específica com mapas e informações das vias e estabelecimentos locais. Não é mais o caso de modelos da BMW, que agora podem ser equipados com o sistema original da fabricante alemã, desde que sejam fabricados a partir de setembro 2009.

Chamado de BMW Professional, o equipamento usa o Sistema de Posicionamento Global (GPS), permitindo ao condutor traçar uma rota ou encontrar seu destino por meio de instruções verbais sonoras e visuais. Ele também oferece informações sobre locais de interesse e a possibilidade de visualização do mapa digital da região, que possui zoom que vai de 1.000 km até 25 metros.

O motorista tem acessos às informações por meio de um monitor de 16:9 com tela anti-ofuscamento. Já o manuseio do sistema acontece por meio do botão giratório no console do sistema iDrive. O equipamento está disponível no Brasil para os modelos 650i, M6, X5 48i, X5 M, X6 M, 750i, 760i, M5, 335i Sedan, 335i Cabrio, M3 Sedan e M3 Cabrio. Para equipá-los, basta levar o carro até uma concessionária da marca, que faz a instalação gratuita do software complementar. Já os veículos X1 28i, 335i Sedan, 335i Cabrio, 550i, 535i GT, X6 35i, X6 50i, X6 M, 750i, 760i, produzidos a partir de março de 2009, já são contemplados com o sistema.

BMW apresenta segunda geração do X3

A BMW renova o utilitário esportivo X3 e lança a segunda geração do modelo. A novidade será apresentada ao público no final de setembro, quando começa o Salão de Paris (França). Inserido entre o novíssimo X1 e o X5, o novo X3 era o que faltava ser atualizado entre os BMW fora-de-estrada, que ainda tem X6.

Os traços do X3 2011 seguem o que a montadora alemã vem adotando ultimamente, como a grade dupla mais evidente e contornos mais arredondados. A novidade fica para os faróis praticamente retangulares. O modelo ganhou porte e ficou mais parecido com o X5. Mede 4,65 metros de comprimento, 9 cm a mais do que a primeira geração.

Dentro, o padrão germânico impera. O painel sóbrio tem linhas retas e os revestimentos misturam couro, madeira e alumínio. Entre os equipamentos, o iDrive, que comanda os sistemas multimídia e de navegação, e o Head Up Display, um projetor de informações no para-brisa. Os bancos traseiros são divididos na proporção 40:20:40 e o porta-malas do novo X3 pode levar entre 550 e 1.600 litros de bagagem.

Mecanicamente, destaque para a suspensão com rigidez variável (DDC) e para o diferencial traseiro ativo (DPC). Inicialmente, o X3 terá só duas opções de motorização. A versão xDrive20d terá motor turbodiesel quatro cilindros 2.0 de 184 cv (cavalos) de potência. Seu câmbio poderá ser manual de seis velocidades ou o novo automático da BMW, com oito marchas.

Já o X3 a gasolina é o xDrive35i. Seu motor é o mesmo seis cilindros 3.0 com dois turbocompressores usado em outros BMW. São 306 cv de potência e somente câmbio automático como opção. O conjunto permite uma aceleração de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos e 245 km/h de velocidade máxima. Posteriormente, novas motorizações serão colocadas na linha.

Só no Japão: X6 Performance Unlimited

Infelizmente nós só temos as imagens, mas os japoneses terão a sorte – e a oportunidade – de adquirir uma das 20 unidades da edição especial do BMW X6 Performance Unlimited criada especialmente para eles, o X6 Performance Unlimited.

Por mais que seu nome possa sugerir, seu desempenho não é tão “ilimitado” assim. Ele é baseado na versão xDrive35i e não conta com alterações mecânicas, extraindo os mesmos 306 cv do motor de 6 cilindros em linha sobrealimentado.

Ao reunir acessórios das linhas Performance e Individual, ambas de personalização de produtos da BMW, o X6 ganhou novos para-choques, saias laterais, difusores traseiros e grade dianteira escurecida. As rodas de liga leve exclusivas têm aro 21” e acabamento, assim como a grade, escurecido.

O interior, além de uma plaqueta com o número de identificação da unidade, conta com couro especial para o revestimento dos bancos, acabamento em alumínio no pedal e partes do interior. O preço no Japão será de 9.450.000 ienes, cerca de R$ 190.000 sem levar em conta os tributos brasileiros.

BMW X5: entre o prazer e a loucura

Levar um BMW X5 de 2.380 kg de 0 a 100 km/h em 4s6 é quase uma irresponsabilidade. Acelerar toda esse peso com alto centro de gravidade a 275 km/h (isso porque a velocidade ainda é limitada eletronicamente), então, parece coisa de louco. Mas não é, e você entenderá por que ao dar uma volta conosco neste “caminhão” com espírito de carro de corrida.

Projetado para oferecer o conforto de um sedã BMW (item sempre apreciado pelos homens) e a altura dos utilitários (característica adorada pelas mulheres), o X5, como todo BMW, sempre teve um “quê” de esportividade que foi evoluindo ao longo do tempo. Com os anos, o SUV ganhou pneus mais largos e rodas maiores, recebeu um visual mais nervoso e oferecia na versão top de linha um poderoso V8 de 355 cv. Para um utilitário, cuja concepção não sugere o uso em autódromos – o tal centro de gravidade, o ponto de equilíbrio entre os pesos do carro, é naturalmente alto no X5 –, o limite parecia ter chegado. Parecia.
Em Munique, a turma de engenheiros da Motorsport (a famosa divisão M da BMW) achou que alguns cavalos a mais, um controle de largada e uma suspensão mais rígida, além de outras mudanças que descreveremos a seguir, cairiam bem no jipão. E uma ideia que parecia apenas o sonho (ou a loucura?) dos projetistas chegou às ruas. E o melhor: em duas versões. Além deste X5 M que você vê aqui, testamos também o X6 M (esta reportagem você confere nos próximos dias).

Mas chega de falar. Vamos acelerar os 555 cv deste V8 biturbo na pista. Isso mesmo. Ele tem 30 cv a mais que um Audi R8 V10. Aperte os cintos e segure-se. Será preciso.

Controle de ‘patada’

O Launch Control (controle de largada) e o câmbio de dupla embreagem são as novas vedetes dos carros de alto desempenho. O X5 M deve a transmissão com esse apelo mais esportivo, mas o câmbio automático é tão bom que você quase não sentirá a falta de um dual clutch no SUV.

O controle de largada veio no pacote. E com uma eficiência impressionante. É só colocar a alavanca no modo manual, pressionar o freio com o pé esquerdo, cravar o direito no acelerador e aguardar a bandeirinha quadriculada acender no painel para soltar a fera. A sensação é de um Boeing decolando.

No volante, o botão “M” acionará os acertos escolhidos por você no “Menu M”. Lá é possível escolher os diversos modos disponíveis para a suspensão e o controle de estabilidade, além de programar o acionamento da configuração esportiva da direção e o gerenciamento eletrônico do motor e do câmbio (para eles há dois modos: eficiente e esportivo). É possível usar os 555 cv a 6.000 rpm e os 69,3 kgfm de torque a 3.400 rpm com uma pegada mais esportiva, privilegiando altas rotações e trocas de marcha quase no corte de injeção de combustível, ou colocar a força em uma condução mais urbana.

Ou seja, com o “Menu M” você pode regular a suspensão para um modo confortável e deixar o controle de estabilidade em uma configuração bem permissiva para abusar nas curvas e vice-versa. O que você escolher naquele botão fica a critério da sua coragem e desapego aos bens materiais.

Se o X5 M estiver com a “faca nos dentes”, a tração concentra-se mais nas rodas traseiras. O SUV e o X6 M, aliás, são os primeiros modelos com tração integral produzidos pela Motorsport.

Depois da aceleração brutal, ter força para grudar os quatro pneus (275/40/20 na frente e 315/35/20 atrás) ajuda o SUV a contornar as curvas como se tivesse 800 kg a menos. É claro que é preciso respeitar os limites de aderência em um carro tão grande, mas se você tiver ousadia e área de escape para acelerar tranquilo verá como ele se comporta como um sedã esportivo. A direção, principalmente em modo esportivo, joga o X5 para lá e para cá com uma precisão impressionante e faz lembrar a agilidade (guardadas as proporções, é claro) de um 135i, para citar um BMW arisco.

Chegou rápido demais na curva? Frear mais que acelerar é a receita dos melhores esportivos do mundo, e a BMW não pecou neste ponto. Para estancar as mais de duas toneladas de 80 km/h a 0, por exemplo, o X5 levou 23,4 m. Voltando à inusitada comparação com o 135i, que tem 1.565 kg (815 kg a menos), são apenas 20 cm a menos de pista a favor do sedãzinho. E, com seus 306 cv contra 555 cv do X5 (relações peso/potência de 5,1 cv/kg e 4,3 cv/kg, respectivamente), o 135i acelera menos: 0 a 100 km/h em 5s3 contra 4s6. Será que o ágil sedãzinho levaria um “pau” do SUV num autódromo?

4,3 km/l. E daí?

O consumo de combustível dos motores de alto desempenho é sempre um item questionado. Por ambientalistas e chatos. Quem tem paixão por essas máquinas apenas pensa quanto doeria no bolso abastecer um carro que roda apenas 4,3 km/l na cidade e 7,2 km/l na estrada, mas, convenhamos, este não é o problema para o público deste BMW de R$ 447.000.

De qualquer forma, seria uma medida politicamente correta por parte da marca alemã introduzir um sistema Start/Stop (que desliga e religa automaticamente o motor em semáforos e paradas) no X5 junto aos já presentes freios regenerativos, que transformam o calor gerado nos discos em energia para alimentar os sistemas elétricos e poupar trabalho do motor, diminuindo o consumo (imagine quanto ele não gastaria sem isso).

É o que falta para acelerar um SUV de mais de duas toneladas queimando petróleo adoidado com a consciência leve. Leve como você estará chegando a 200 km/h em 16s4. Ambientalistas e chatos que nos desculpem.