A Holden alia-se à Elfin

Elfin Holden

A Holden, subsidiária australiana da GM, apresentou no Salão de Melbourne
dois conceitos bastante interessantes criados em parceira com a Elfin
Sport Cars, fabricante de carros de competição. Batizados de MS8 Clubman
(o prateado) e MS8 Streamliner (o vermelho), foram projetados para uso em
pistas de corridas e remetem aos modelos utilizados em Le Mans e às
antológicas “baratinhas” das décadas de 1940 e 1950.

Ambos são equipados com o famoso propulsor V8 de 5,7 litros, o mesmo
utilizado no Chevrolet Corvette C5 e nos demais modelos grandes da Holden,
que neste caso gera potência de 330 cv e torque de 45 m.kgf. Também
possuem câmbio manual de seis marchas, controle de tração, freios com
sistema antitravamento (ABS), discos ventilados de 340 mm com pinças de
seis pistões à frente e 310 mm com pinças de quatro pistões atrás. A
suspensão é independente nas quatro rodas e os dois utilizam grandes rodas
de 18 pol e pneus 240/45.

A única diferença entre os dois modelos, que utilizam os mesmos
componentes mecânicos e chassi tubular, está na carroceria. O Clubman
possui estilo retrô, lembrando um pouco o Plymouth Prowler e o Lotus Super
Seven. Destaque para os escapamentos laterais e o “santantônio” ao estilo
Shelby Cobra. Segundo a Elfin, acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,5
segundos.

Já o Streamliner tem desenho semelhante aos protótipos utilizados em
provas de longa duração, como a 24 Horas de Le Mans. Chama atenção pela
porta que se abre diagonalmente e grandes saídas de ar laterais. Outra
diferença é o tamanho: com 3,5 metros, o Streamliner é 20 cm mais longo.

Um grande cinco-portas com pintura magenta

 Holden Torana TT

Depois de desenvolver versões conceituais as mais diversas a partir do
Commodore (nosso Omega), de um picape-roadster a uma perua para surfistas,
a Holden — subsidiária da General Motors na Austrália — resolveu ousar
ainda mais. E projetou para o Salão de Sydney um conceito de hatch grande
e esportivo.

Chamado Torana TT 36, nome que evoca um cupê esportivo da marca da década
de 1970, trata-se de um cinco-portas com tração traseira, algo de que os
australianos não abdicam em carros de alto desempenho. Se a frente é
típica da Holden, o restante da carroceria tem sua própria personalidade,
com algum vínculo ao Vectra hatch europeu.

Como é habitual em conceitos, houve espaço para ousar nas cores e nos
acessórios. O carro foi pintado em magenta, traz uma ampla área
envidraçada no teto e recebeu rodas de 20 pol e LEDs nos faróis e
lanternas. No interior, alta tecnologia: telefone com sistema Bluetooth,
toca-DVDs com monitores nos encostos de cabeça. O revestimento é todo em
couro branco e os bancos são quatro, individuais e esportivos. O tom
magenta repete-se na iluminação interna e o motorista pode definir a
aparência dos instrumentos.

A sigla TT 36 indica o que há sob o capô do Torana: uma versão com dois
turbos do novo motor V6 de 3,6 litros da GM (o mesmo usado nos EUA no
Cadillac CTS, por exemplo), que passou a 375 cv de potência e 48,9 m.kgf
de torque, dos quais 90% estão disponíveis bem cedo, a 1.500 rpm. O câmbio
manual tem seis marchas e os pneus são 245/35-20.

Produção em série? A Holden deixa escapar que “algo muito próximo poderia
ser possível em um futuro não tão distante”. De preferência com outra
cor

Com base no utilitário One Tonner, a australiana Holden

Holden picape esportivo

A Holden, subsidiária australiana da GM, dá novas provas de criatividade
na família do sedã aqui vendido como Omega. No Salão de Melbourne
apresenta o conceito SST, um picape com o estilo stepside, muito usado
antigamente em modelos americanos e que se caracteriza pelos pára-lamas
destacados em relação à caçamba.

A base foi o utilitário comercial One Tonner, vendido como chassi sem
caçamba, que não usa o monobloco do automóvel nem possui suspensão
traseira independente, como o picape VU Ute. Mas o conceito recebeu
decoração interna luxuosa, com revestimento em couro preto e azul, e
acessórios esportivos: rodas de 18 pol à frente e 19 pol na traseira
(estas com pneus 275/35), lanternas traseiras circulares duplas, tampa da
caçamba com o emblema do leão da Holden, estrutura de proteção
(“santantônio”) cromada, saias laterais e spoiler dianteiro.

O interior da caçamba é revestido com painéis de alumínio, como os tapetes
de carros personalizados (“pisos de ônibus”). O motor V8 de 5,7 litros,
similar ao do Corvette, desenvolve 300 cv.

A australiana Holden faz um carro-conceito

Holden Efijy

Carros-conceito com estilo nostálgico estão longe de ser novidade, mas
desta vez a idéia foi de tirar o chapéu. Enquanto muitos desses estudos
partem de mecânicas convencionais ou mesmo são apresentados sem motor, a
Holden — subsidiária australiana da General Motors — desenvolveu para o
Salão Internacional de Sidnei um hot rod do século 21 com uma mecânica de
arrepiar.

Seu nome, Efijy, é um trocadilho entre a palavra inglesa effigy, que
significa a representação de algo ou alguém famoso, e a sigla FJ, usada em
um dos modelos mais importantes da história da empresa, lançado em 1953.
Como não poderia deixar de ser, as formas do conceito inspiram-se no
modelo de meio século atrás. Mas é um cupê bem mais longo que o original
(5,2 metros, 70 cm a mais, e 2,94 m entre eixos), largo (1,99 m) e baixo
(1,38 m em altura normal para rodagem). A pintura “púrpura Soprano”
contrasta com os elementos brilhantes, que são de alumínio polido e não
metal cromado. As rodas dianteiras medem 9 x 20 pol, com pneus 255/35, e
as traseiras, 10 x 22 pol com 285/30. Os faróis e lanternas usam LEDs e
vários deles são de duplo filamento, para obter cores diferentes conforme
a situação de uso. De resto, deixaremos que as fotos falem por si.

Assim como por fora, a nostalgia domina o interior, mas o Efijy também
esbanja modernidade — a começar pela abertura automática das portas,
ativada por um sensor de proximidade do dono. Enquanto o revestimento
combina couro creme com o tom púrpura do topo do painel e do volante, um
mostrador retrátil na parte central permite os ajustes de áudio,
climatização e da suspensão a ar, entre outros. O controle do rádio
reproduz o mostrador de um modelo antigo. A um toque na tela de cristal
líquido, a altura de rodagem pode ser reduzida a incríveis 27 mm do solo.
O câmbio automático é operado por botões no console, a partida ao motor se
dá por um botão no painel e não falta um potente sistema de áudio:
amplificador de 2.000 watts e subwoofer de 1.000 watts RMS, com disco
rígido para armazenar músicas e vídeos.

Para mover esse supercupê com um desempenho impressionante, a Holden foi
buscar a solução nas pistas: o motor V8 de 6,0 litros, com compressor do
tipo Roots, é semelhante aos usados nas competições da classe V8 Supercar
australiana. A potência máxima de 645 cv a 6.400 rpm e o torque de 79
m.kgf a 4.200 rpm superam em cerca de 10 vezes os valores do modelo FJ
original. Foi instalado sobre um chassi alongado de Chevrolet Corvette,
com suas suspensões independentes e a caixa automática de quatro marchas
em um transeixo na traseira. Os freios são grandes discos ventilados, de
381 mm, e o de estacionamento tem comando elétrico.

Holden Efijy

Desenvolvidos pela HSV, o GTS e o ClubSport R8

ClubSport R8

Com o lançamento da nova geração do Holden Commodore (Chevrolet Omega no
Brasil), em julho do ano passado, chegam agora as versões de alto
desempenho elaboradas pela divisão HSV, Holden Special Vehicles. Os sedãs
GTS (em vermelho nas fotos) e ClubSport (em cinza) adicionam itens de
estilo e preparação que colocam esses australianos entre os quatro-portas
mais potentes do mercado mundial.

O GTS exibe uma imponente frente com grade bipartida e amplas tomadas de
ar, saídas de ar nos pára-lamas dianteiros, aerofólio sobre o porta-malas
e pára-choque traseiro próprio, com difusor de ar e quatro saídas de
escapamento. As exclusivas lanternas de trás, compostas por LEDs, têm
formato diferente das originais da Holden. As rodas de 20 pol usam pneus
de 275 mm na traseira.

O interior esbanja esportividade, com bancos envolventes revestidos em
preto e vermelho, volante exclusivo com a base achatada, nova grafia dos
instrumentos e um grupo auxiliar de mostradores.

Mas o melhor do GTS está sob o capô: uma versão especial do V8 de 6,0
litros (similar ao do Chevrolet Corvette atual), com potência elevada para
417 cv a 6.000 rpm e torque de 56,1 m.kgf a 4.400 rpm. Com o câmbio manual
de seis marchas, bastam 4,9 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h, ante
5,0 s da versão automática de mesmo número de marchas. Como referência, o
BMW M5 de 507 cv requer menos de 5,0 s; o Audi S6 (420 cv), 5,2 s; e o
Mercedes-Benz E 63 AMG (514 cv), 4,5 s.

O conjunto deste Omega especial abrange freios a disco ventilado de grande
diâmetro (365 mm à frente, 350 mm atrás) com sistema ABS recalibrado,
suspensão com controle ativo de amortecimento (e dois modos, desempenho e
pista) e reprogramação do controle de estabilidade. O ClubSport R8 é uma
opção mais acessível com a mesma receita básica. Tem o motor e o
desempenho do GTS, mas usa rodas de 19 pol e suspensão convencional.

Motores de até 408 cv fazem das versões HSV da Holden

Holden VX Clubsport R8

A Holden, subsidiária australiana do grupo General Motors, tem dado várias provas de criatividade a partir de um mesmo tema — o sedã Commodore, aqui Chevrolet Omega. O BCWS já mostrou o cupê Monaro, o picape VU Ute e versões conceituais como o picape-cupê Street Smart UTEster e a perua/furgão Sandman Panel Van.

A linha de Commodores preparados da HSV começa com o XU6, baseado no motor V6 com compressor. Passa a 241 cv

Quando se fala em desenvolver o Commodore em função de alto desempenho, porém, vêm à mente três letras: HSV, sigla para Holden Special Vehicles ou veículos especiais. Tudo começou em fevereiro de 1988 em Notting Hill, próximo a Melbourne, com uma associação entre a Holden e a TWR, empresa de preparação do piloto Tom Walkinshaw. Hoje sediada em Clayton, a HSV produz cerca de 30 mil carros por ano.

Toda a linha VX da Holden, correspondente ao Omega 2001 vendido no Brasil, recebe na HSV um conjunto esportivo composto de apêndices aerodinâmicos, sistema de escapamento de menor restrição, pneus Bridgestone SO2, suspensão esportiva — de padrão ainda confortável — e uma plaqueta de identificação com o número de produção.

No motor do XU6, a potência em kW (180).
À direita o interior do ClubSport R8,
com bancos esportivos em tecido

O XU6 é a versão de entrada, a única com o mesmo V6 de 3,8 litros que temos aqui — mas com compressor mecânico Eaton M90, que só pode ser utilizado nos carros de volante à direita. Motor e transmissão automática são retrabalhados para melhor desempenho, com a potência passando a 241 cv a 5.000 rpm e o torque a 38,7 m.kgf a 3.200 rpm. As rodas são de 8 x 17 pol, com desenho específico, e os bancos exibem uma padronagem alegre e esportiva.

Externamente similar ao XU6, o ClubSport tem sob o capô o motor 255 LS1 V8, originário do Chevrolet Corvette. São 342 cv a 5.600 rpm de potência e 48,4 m.kgf de torque, este otimizado em baixas rotações em relação ao Holden original. Pode-se escolher entre câmbio manual de seis marchas ou automático de quatro, ambos com controle de tração eletrônico com botão para ser desativado. As rodas de 18 pol são de série, e o revestimento dos bancos em couro, opcional.

O ClubSport já vem com o motor V8 de Corvette, em versão de 342 cv, e rodas de 18 pol. A versão R8, na foto do alto, traz itens adicionais de desempenho e conveniência

Versão mais brava do anterior, o ClubSport R8 possui rodas 8 x 18 pol de desenho próprio, bancos com apoios laterais bastante envolventes, climatizador automático, disqueteira para 10 discos e os freios HSV Performance, com discos ventilados de 330 mm de diâmetro à frente e 315 mm atrás. A coisa está esquentando, mas o melhor vem agora