Motores de até 408 cv fazem das versões HSV da Holden

Holden VX Clubsport R8

A Holden, subsidiária australiana do grupo General Motors, tem dado várias provas de criatividade a partir de um mesmo tema — o sedã Commodore, aqui Chevrolet Omega. O BCWS já mostrou o cupê Monaro, o picape VU Ute e versões conceituais como o picape-cupê Street Smart UTEster e a perua/furgão Sandman Panel Van.

A linha de Commodores preparados da HSV começa com o XU6, baseado no motor V6 com compressor. Passa a 241 cv

Quando se fala em desenvolver o Commodore em função de alto desempenho, porém, vêm à mente três letras: HSV, sigla para Holden Special Vehicles ou veículos especiais. Tudo começou em fevereiro de 1988 em Notting Hill, próximo a Melbourne, com uma associação entre a Holden e a TWR, empresa de preparação do piloto Tom Walkinshaw. Hoje sediada em Clayton, a HSV produz cerca de 30 mil carros por ano.

Toda a linha VX da Holden, correspondente ao Omega 2001 vendido no Brasil, recebe na HSV um conjunto esportivo composto de apêndices aerodinâmicos, sistema de escapamento de menor restrição, pneus Bridgestone SO2, suspensão esportiva — de padrão ainda confortável — e uma plaqueta de identificação com o número de produção.

No motor do XU6, a potência em kW (180).
À direita o interior do ClubSport R8,
com bancos esportivos em tecido

O XU6 é a versão de entrada, a única com o mesmo V6 de 3,8 litros que temos aqui — mas com compressor mecânico Eaton M90, que só pode ser utilizado nos carros de volante à direita. Motor e transmissão automática são retrabalhados para melhor desempenho, com a potência passando a 241 cv a 5.000 rpm e o torque a 38,7 m.kgf a 3.200 rpm. As rodas são de 8 x 17 pol, com desenho específico, e os bancos exibem uma padronagem alegre e esportiva.

Externamente similar ao XU6, o ClubSport tem sob o capô o motor 255 LS1 V8, originário do Chevrolet Corvette. São 342 cv a 5.600 rpm de potência e 48,4 m.kgf de torque, este otimizado em baixas rotações em relação ao Holden original. Pode-se escolher entre câmbio manual de seis marchas ou automático de quatro, ambos com controle de tração eletrônico com botão para ser desativado. As rodas de 18 pol são de série, e o revestimento dos bancos em couro, opcional.

O ClubSport já vem com o motor V8 de Corvette, em versão de 342 cv, e rodas de 18 pol. A versão R8, na foto do alto, traz itens adicionais de desempenho e conveniência

Versão mais brava do anterior, o ClubSport R8 possui rodas 8 x 18 pol de desenho próprio, bancos com apoios laterais bastante envolventes, climatizador automático, disqueteira para 10 discos e os freios HSV Performance, com discos ventilados de 330 mm de diâmetro à frente e 315 mm atrás. A coisa está esquentando, mas o melhor vem agora

A australiana Holden lança o VU Ute, utilitário derivado

Holden Picape

Com suas longas distâncias e um claro gosto pela mecânica norte-americana, a Austrália é um país peculiar em termos de automóveis. O modelo mais vendido é o VT Commodore — nosso bem conhecido Omega — da Holden, subsidiária da General Motors, e tanto ela como a Ford oferecem modelos ainda maiores, com comprimento na casa dos 5,10 metros.

Apesar do enorme entreeixos — 2,939 metros –, o VU Ute tem linhas equilibradas e esportivas, com interessante desenho das colunas traseiras

Assim, não surpreende que o último lançamento da Holden seja um picape derivado, justamente, do VT Commodore. Denominado VU Ute, ele substitui um modelo de dez anos e dá prosseguimento a uma trajetória de sucesso que já dura meio século.

Praticamente idêntico ao sedã visto de frente, o picape utiliza o entreeixos mais longo da perua da linha (2,939 m) e tem apenas cabine simples, em três versões de acabamento — básico, S e SS. Atrás das duas únicas portas, pequenos vidros dão um ar de cabine estendida e ajudam na estética da longa caçamba. A capacidade de carga da versão básica é de 830 kg, pouco mais que nosso S10 a gasolina. Na SS cai para 665 kg.

Pela primeira vez um picape australiano utiliza suspensão traseira independente,
que em conjunto com as rodas de 17 pol da versão SS traz estabilidade de esportivo

Novidade no VU Ute é o emprego, pela primeira vez num picape australiano, de suspensão traseira independente, responsável pelo conforto e estabilidade de um bom automóvel. O motor das duas primeiras versões é o V6 de 3,8 litros e 200 cv que temos no Omega, unidade bastante utilizada também na produção norte-americana da GM. Há também uma versão bicombustível, movida tanto a gasolina quanto a gás liquefeito de petróleo — nosso GLP, aqui proibido para veículos por ser subsidiado para uso doméstico.

As coisas esquentam mesmo na versão SS. Por fora, exibe rodas de 17 pol, saias laterais e a mesma frente retrabalhada do sedã esportivo da linha (saiba mais). Por dentro, volante revestido em couro, bancos esportivos, duas bolsas infláveis e acabamento exclusivo. Sob o capô, esta versão traz um V8 de 5,7 litros e 300 cv, todo de alumínio, derivado do que equipa o Chevrolet Corvette.

Das três versões de acabamento, duas adotam o motor V6 de nosso Omega, e a de topo, um V8 de 5,7 litros derivado do que equipa o Corvette

Embora a Holden não divulgue índices de desempenho do picape, o sedã de mesma mecânica acelera de 0 a 100 km/h em 6,5 s e ultrapassa 225 km/h — desempenho para picapeiro nenhum colocar defeito.

Versões cupê e GTS V8 acrescentam prestígio

Omega Coupe GTS V8

A Holden, subsidiária australiana da GM, vai produzir a belíssima versão cupê do VT Commodore (nosso Omega) que você vê nas fotos. Apresentado como carro-conceito no Salão de Sidney, o carro foi muito bem aceito pelo público. Mais baixo que o sedã em 7,8 cm, esta variação tem apelo bem esportivo apesar do tamanho (com 9,9 cm menos, mede 4,78 metros). As formas musculosas lembram de traseira o Mercedes CLK e as rodas utilizam aro 18 pol. O interior, todo em couro, tem disposição de 2+2 lugares — banco traseiro para duas crianças ou adultos só em pequenos trajetos, em função do teto baixo. Debaixo do capô encontra-se um motor V8 de 5,7 litros, 300 cv e 45,5 mkgf de torque, semelhante ao do Corvette.

Projetado como carro-conceito, o cupê agradou muito: será produzido

Para os adeptos de sedãs de alto desempenho, a opção da Holden é o VT Commodore GTS. Preparado pela HSV, Holden Special Vehicles, esta versão mistura o conforto de um quatro-portas familiar com a potência de um esportivo, graças ao V-oitão de 5,7 litros que rende 295 cv com torque de 48,4 mkgf. A cavalaria é transmitida ao solo por um câmbio de seis marchas, que permite trafegar em autoestradas em baixa rotação, e domada por um controle de tração que se adapta às condições de estrada. Vai de 0 a 100 km/h em 6,5 segundos e ultrapassa os 225 km/h. Será vendido também na Europa em duas versões, GTS e GTS Clubsport, esta com um veterano V8 de 5 litros. Versão semelhante bem poderia vir para o Brasil, para ser o topo de linha da GM e competir com bólidos do calibre de Mercedes E 420, BMW 540i e Audi A6 V8.

O belo conceito, que celebra o aniversário de 60 anos

Holden Coupe

Sessenta anos depois de lançar o primeiro carro australiano, o
48-215 ou FX, a Holden (subsidiária da General Motors no país)
comemora o aniversário com um brinde à altura: o sucessor do Monaro,
o cupê da linha Commodore que resgatou uma tradição iniciada nos
anos 60 (leia história). Por enquanto o Holden Coupe 60 é um
carro-conceito, mas é fácil apostar que uma versão de produção
esteja a caminho.


Holden Coupe


Partindo do sedã lançado em 2006, a empresa elaborou um belo cupê
sem coluna central e 60 mm mais curto que o quatro-portas.
Pára-choques esportivos, defletor traseiro e saias laterais — que
terminam em saídas de escapamento duplas em forma de trapézio —
compõem um atraente conjunto com as rodas de 21 pol e as lanternas
traseiras dotadas de LEDs.



Holden Coupe


Por dentro, os bancos do tipo concha têm estrutura em uma só peça de
fibra de carbono, material presente também nas portas e laterais.
Painel em LCD, volante com base achatada e cintos de quatro pontos
nos quatro lugares fecham o pacote esportivo, enquanto o
revestimento combina couro e camurça.

O motor V8 de 6,0 litros, oferecido nas versões de topo do sedã, tem
desativação parcial de cilindros e foi calibrado para usar E85. O
câmbio é manual de seis marchas com tração traseira. Mesmo que
alguns detalhes não cheguem à versão final, este conceito mostra que
os fãs da linhagem Monaro não perdem por esperar a nova geração.


Holden Coupe
Holden Coupe
Holden Coupe