Os chineses não estão de brincadeira. Além de representarem o maior mercado de automóveis e o que mais cresce no mundo, os asiáticos também estão comprando carros de luxos aos montes. A
Lamborghini que o diga. Somente no primeiro semestre deste ano, a fabricante de SantAgatha Bolognese registrou alta de 200% naquele país em relação ao mesmo período de 2009. Ao todo, a marca vendeu 86 carros na China, contra 28 unidades no ano passado.Tal número refere-se aos seis primeiros meses deste ano e faz da China o segundo maior mercado da
Lamborghini no planeta, atrás apenas dos Estados Unidos. Em contrapartida, a situação mundial da marca é outra. Segundo informe da montadora italiana, as suas vendas globais caíram 18% no primeiro semestre, com um total de 674 carros comercializados. Na primeira metade de 2009, a marca havia vendido 825 veículos.
Com esse declínio, o faturamento semestral da Lamborghini passou de € 156,9 milhões para € 152,9 milhões, o que representa uma baixa de 2,6%. “Como nós esperávamos, 2010 é um ano de transição para a Lamborghini, com uma nova fase de posicionamento de vendas. O sucesso na região Ásia-Pacífico mostra o caminho que devemos seguir, com o retrocesso de nossos mercados tradicionais no Ocidente”, afirmou Stephan Winkelmann, CEO da marca.
Lamborghini quer mais fibra de carbono
Winkelmann também confirmou em comunicado que a Lamborghini seguirá investindo forte no desenvolvimento de novas tecnologias. De acordo com o executivo, a criação de novos produtos terá como premissa principal a construção com materiais leves. “O mais importante parâmetro para os supercarros agora, assim como no futuro, é o baixo peso associado à potência. Temos de reduzir o consumo e as emissões por lei, por isso vamos aumentar a utilização de fibra de carbono, até mesmo no nível estrutural dos automóveis”, explicou o dirigente.
Prova da intenção da Lamborghini é a recente inauguração de um novo centro de pesquisa sobre fibra de carbono, implementada em sua fábrica em Sant’Agata Bolognese. A instalação foi criada para estabelecer novos modos e métodos de produção de pequena escala do material mais leve. A fábrica conta ainda com a ajuda de pesquisadores do Laboratório de Estruturas Avançadas de Compostos da Universidade de Washington, que também trabalha com a fabricante de aviões Boeing Company.