VW revela Caddy Facelift 2011 na Europa

A Volkswagen revelou nesta quinta-feira (22) uma série de atualizações estéticas e de interior para a Caddy Facelift, van compacta comercializada na Europa. Além da nova dianteira, destaca-se a ampliação na gama de motores, com a inclusão de seis opções no catálogo do modelo.

A dianteira, que agora passa a ostentar o padrão de design dos automóveis mais recentes da marca, incluirá faróis com luz diurna. Na traseira, apenas a lanterna foi redesenhada. No interior, as novidades estão no volante redesenhado, mesmo aplicado no Passat, painel de instrumentos retrabalhado e a inclusão de materiais de melhor qualidade para o acabamento.

Pela primeira vez, o modelo contará com a segunda fileira de bancos completamente removível, o que aumentará a capacidade de carga para 3.030 litros na Caddy 5 lugares e 3.880 litros no Caddy Maxi.

Com relação aos propulsores, o Caddy terá quatro opções a diesel com 75 cv, 102 cv, 110 cv e 140 cv, sendo que as duas primeiras podem ser equipadas com o kit BlueMotion para redução do consumo de combustível, que inclui sistema start/stop e um sistema de regeneração para recarregar a bateria.
As variantes de 102 cv e 140 cv podem contar com a transmissão DSG de dupla embreagem, enquanto o sistema de tração integral 4Motion será exclusivo da opção de 110 cv. O bloco 1.2 TSI a gasolina, com 86 cv ou 105 cv, completa o número de opções. No Velho Continente, o Caddy parte de 13.595 euros, por volta de R$ 30.000 sem considerar os impostos brasileiros.

VW divulga mais dados do novo Jetta

Após a divulgação das primeiras imagens e informações preliminares do novo Jetta, a Volkswagen revelou a gama completa de motores destinada aos EUA e Europa, além dos números de desempenho. O sedã renovado, que será fabricado no México para abastecer o mercado norte-americano, também chegará ao Brasil em breve.

No Velho Continente, a VW ousará e o catálogo de propulsores começa no 1.2 TSI de 105 cv de potência a 5.000 rpm e 17,8 kgfm de torque em rápidas 1.500 rpm. Com consumo médio de 18,8 km/l, segundo testes da fabricante, ele acelera de 0 a 100 km/h em 10s9 e alcança 190 km/h de máxima.

Em seguida, o versátil bloco 1.4 TSI será oferecido em duas versões, com 122 cv e 160 cv. O primeiro percorre em média 16,1 km com um litro de gasolina Super (de maior poder de octanagem), acelera de 0 a 100 km/h em 9s9 e chega nos 202 km/h. Enquanto o 1.2 TSI conta com câmbio manual de 5 marchas de série, a partir do 1.4 TSI de 122 cv o interessado poderá adquirir, como opcional, a caixa de 7 marchas e dupla embreagem.

O 1.4 TSI de 160 cv, por sua vez, apresenta média de consumo de 15,8 km/l, cumpre o 0 a 100 km/h em 8s3 e tem velocidade máxima de 221 km/h. O top de linha a gasolina fica por conta de um bloco já conhecido entre nós, o 2.0 TSI que equipa Tiguan e Passat no Brasil. Ele entrega 200 cv e permite ao Jetta acelerar em 7s5 e alcançar 236 km/h. O consumo médio fica em 14,4 km/l e, para este bloco, o câmbio DSG tem 6 marchas devido ao maior torque (28,5 kgfm a 1.800 rpm) em relação ao 1.4.

Além deles, a Europa contará com os propulsores diesel de injeção direta 1.6 TDI e 2.0 TDI de 105 cv e 140 cv. Já para a América do Norte, o Jetta contará com 4 opções a gasolina: 2.0 de 115 cv, 2.5 de 170 cv (usado no modelo atual), 2.0 TSI de 200 cv e 2.0 TDI de 140 cv. Curiosamente, Jetta 2.0 TSI para os EUA acelera de 0 a 100 km/h em 6s7, mas a velocidade final é menor em relação ao europeu: 209 km/h.

O “confortável” 2.0 de 115 cv, como classifica a marca, proporciona ao novo Jetta um 0 a 100 km/h em 10s3 com câmbio manual ou 11s3 com a caixa automática. A velocidade máxima, para ambos, é de 193 km/h e o consumo médio é de 14,4 km/l.
Ainda não sabemos qual será a motorização destinada ao Brasil, mas é possível que a VW mantenha a 2.5, a substitua pela 2.0 TSI ou as duas sejam importadas.

Em baixa, VW EUA prejudica plano global

O plano do Grupo Volkswagen já está definido: alcançar a liderança em vendas e lucratividade da indústria automobilística mundial até 2018, superando Toyota e General Motors, atuais 1º e 2º colocados no ranking. Porém, para atingir tal meta é vital que a divisão da marca alemã nos Estados Unidos saia urgentemente do vermelho. Caso contrário, a VW EUA pode deixar outras filiais do conglomerado com saldo negativo e sem investimentos.

Para reverter esse quadro, Martin Winterkorn, chefe-executivo do Grupo Volkswagen AG, anunciará ainda nesta semana medidas para conter os prejuízos nos EUA. Entre elas, as de maior importância são a construção de uma fábrica no estado do Tenesse, que proporcionará uma redução de custos com produção, e, em seguida, o desenvolvimento de um modelo exclusivo para o mercado norte-americano, criando maior identificação da marca com o país.

A ideia da Novo Jettaé vender 1 milhão de carros por ano nos EUA, incluindo modelos da Audi (a marca dos quatro anéis pertence ao Grupo VW), até 2018. Para que seja rentável, é necessário que 85% deste volume possa ser fabricado no país ou no México a partir de 2013, dispensando a oferta de modelos importados da Europa. A fabricante também planeja uma estratégia de preços agressiva, começando com a oferta do novo Jetta por um valor mais próximo ao de Toyota Corolla e Honda Civic na região.

Volkswagen planeja Crossover Tiguan

A Volkswagen não comprou 20% das ações da Suzuki à toa. Conforme aponta a revista holandesa Autointernationaal, a fabricante alemã planeja lançar até 2012 um crossover, ampliando sua oferta de produtos e estreando em um segmento ainda inexplorado por ela. Segundo apuração da publicação, o modelo será feito na base do Suzuki SX4 e pode levar o nome Rocktan.

O futuro crossover da Volkswagen Tiguan, de acordo com a fonte, será impulsionado por motores TSI (turbo com injeção direta de gasolina) e TDI (turbodiesel intercooler), jás presentes em outros veículos de passeio e utilitários da marca de Wolfsburg. Além disso Crossover Tiguan, a base do Suzuki SX4 será aperfeiçoada para encaixar o veículo dentro dos padrões cinco estrelas de proteção da Euro NCAP, órgão de segurança viária europeu.

Com o desenvolvimento deste modelo por parte da VW, a Fiat teria de abrir mão do Sedici, sua versão do SX4, passando a apostar em mais veículos do Grupo Chrysler. Já a Suzuki, ainda segundo a revista holandesa, poderá estender o uso de motores Volkswagen para o restante de sua linha de utilitários esportivos. Por último, a publicação afirma que a marca alemã trabalha junto de sua parceira nipônica na criação de um novo carro compacto para países emergentes.

Novo SpaceFox 2011: mais perua que minivan

Na época que a Novo SpaceFox 2011 foi lançada, o mercado de compactos familiares ainda vivia uma fase de encantamento com as minivans. Por isso, a Volkswagen resolveu tornar o modelo uma mistura dos dois estilos: o formato da carroceria era de perua, mas a posição era elevada, o banco traseiro corria e rebatia e o painel era aberto, ressaltando a iluminação do interior. Claro, tudo isso havia sido pensado para o Fox, mas combinou mais ainda com a SpaceFox.

O tempo passou e as minivans acabaram não tendo a hegemonia imaginada. É verdade que elas continuam aí – Meriva, Idea e a Livina que o digam -, mas Palio Weekend e 207 SW têm seu público e o líder nesse segmento, o Honda Fit, traz uma proposta meio lá e meio cá.

E o que fez a Volkswagen com a nova SpaceFox? Uma guinada em direção ao lado perua do modelo. A reestilização trazida do Fox encaixou com perfeição na sua carroceria, mais longa e “horizontal” que o hatch, e o novo painel, mais envolvente, deu o requinte que faltava ao interior de um veículo cujo preço é de médio.

Opção automatizada

O resultado é que a SpaceFox está com o caráter esportivo ressaltado e com uma nítida melhora no acabamento a ponto de deixá-la distante de Palio Weekend e 207 SW. Para completar, a VW lançou duas versões com câmbio de embreagem automatizada, o famoso I-Motion, um recurso que combina com sua proposta.

Mesmo assim, os atributos de minivan continuam lá na forma de 27 porta-objetos, do banco traseiro corrediço e da posição de dirigir mais alta. Mas a perua também está levemente mais requintada, com direito a frisos cromados na grade e na entrada de ar do para-choque, além de opção de bancos de couro.

Visão do alto

Avaliamos a SpaceFox com acabamento Sportline, o mais sofisticado, e câmbio I-Motion nas redondezas de Curitiba. A perua tem um pacote idêntico ao do Fox, seja pelo motor 1.6, seja pelo escalonamento das marchas e configuração de roda e pneu – 195/55 R 15.

A Volks disse que realibrou os amortecedores para torná-la mais confortável em pisos muito irregulares, mas a mudança é pouco perceptível. A SpaceFox, como outros VW, tem suspensão firme até mais do que se espera. A sensação de dirigir é conhecida: direção direta, motor que entrega torque na dose certa e respostas adequadas do sistema ASG de embreagem automatizada.

O que incomoda mesmo é a posição de dirigir artificialmente alta. Mesmo com ajuste de altura no mínimo, uma pessoa com mais de 1,80 m acaba vendo o painel de cima. Uma pena já que bastava aumentar o alcance do recurso para agradar mais clientes.
O acabamento, como dissemos, melhorou demais. Existe plástico por todos os lados e sem nenhuma película emborrachada, mas a textura é boa e nota-se que Volks quis deixar o modelo sem nenhum ponto da carroceria visível. Outra boa e simples solução foi adotar uma trava elétrica na tampa do porta-malas para facilitar o destravamento em situações em que você está com as mãos ocupadas.

Preço mantido

Ao contrário do Fox, a perua é tratada pela Volks como um compacto premium. Tanto assim que a configuração mínima traz ar, direção e trio elétrico de série, além de outros itens e custa R$ 48 790. Por R$ 6 400 a mais, o cliente leva mais equipamentos como sensores de chuva e crepuscular, rodas de liga, ABS e airbag duplo sem falar em outros mimos opcionais como o sensor de estacionamento.

Ou seja, a marca não está preocupada com a rival da Fiat e sim em oferecer uma alternativa mais barata e equipada que o Fit. O monovolume da Honda continua imbatível no quesito versatilidade e conjunto mecânico – é o único com câmbio automático de cinco velocidades -, mas custa muito caro. Para se ter uma ideia, a SpaceFox Sportline I-Motion, topo de linha, é R$ 1 mil mais barata que o Fit LX 1.4 automático, o mais simples da gama.

A Volkswagen começará a vender a SpaceFox 2011 em julho e quer superar a média de 3 mil unidades por mês, fato raro até mesmo nas melhores épocas da perua. Beleza, equipamentos e conforto não faltam.

Volkswagen comemora marca alcançada por Fusca, Kombi, Brasília e Gol

Primeiro foram Fusca, Kombi e Brasília. Mais recentemente, o Gol. Agora foi o Fox que ultrapassou a marca de 1 milhão de carros produzidos, feito comemorado pela Volkswagen na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná.

Lançado em 2003, o Fox tinha 70% de sua produção consumida pelo mercado interno, sendo que 30% eram exportados para 20 países – na maior parte, europeus. Depois da reestilização, aplicada ao modelo em outubro do ano passado, o Fox passou a ser exclusivo do mercado local. Na renovação, o hatch ganhou visual externo alinhado à nova identidade visual da marca, interior renovado e câmbio automatizado.

Projetado pela equipe de desenvolvimento da Volkswagen do Brasil, o Fox foi pensado sobre o conceito “design around the passengers” (desenvolvido em torno dos passageiros), que privilegia o espaço interno.