Etiquetagem Veicular será obrigatória em um ano.

fiat 500 Etiquetagem Veicular

Tudo parecia mais um dos vários seminários técnicos que são realizados rotineiramente a cada ano.Sem diminuição do teor de enxofre os fabricantes não poderiam oferecer os dispositivos antipoluição, particularmente onerosos e complicados em qualquer motor diesel.

Para o consumidor interessa saber que o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) já traz avanços em apenas três anos. Os resultados do ano-modelo 2011 foram divulgados no dia anterior. Roberto Real, do Inmetro (responsável pelo PBE), destacou que houve uma melhora de consumo de combustível de até 3,6% na média dos modelos compactos (6,5 a 7 m² de área projetada no solo, classificação diferente do mercado). No total há oito categorias.

Na escala de notas, de A (melhor) a E (pior), usa-se o critério de consumo energético, mais justo com gasolina e etanol. O Inmetro corrigiu em até 20% os dados de consumo obtidos em laboratórios, necessários para a consistência dos testes. “Antes dessa mudança recebemos na nossa ouvidoria cem reclamações de motoristas e depois, nenhuma”, afirmou Real.

O programa é voluntário, mas já está decidido não anunciado a obrigatoriedade para todos os fabricantes dentro de um ano. A GM e agora a Honda desistiram de participar, enquanto a Ford entrou no grupo ao lado de Fiat, Kia, Renault, Toyota e VW. Haverá uma espécie de fusão entre o PBE e a Nota Verde, do Ministério do Meio Ambiente, o que pode facilitar a escolha do consumidor segundo seus critérios e pautar as futuras alíquotas do IPI.

Eis os modelos com nota máxima, sem ar-condicionado e motor flex de 1 litro de cilindrada: Mille Fire Economy, Siena Fire, Gol Ecomotion e Renault Logan. Com ar-condicionado, só obtiveram nota A Fusion Híbrido Pleno (como esperado) e Kia Cerato 1.6 e Sorento 2.4, os três a gasolina. Entre motores flex e ar-condicionado também a melhor classificação para Corolla 1.8 (sob encomenda) e Fluence 2.0, sucessor do Mégane sedã e uma das atrações deste Salão do Automóvel, à venda no início de 2011.

Renault Fluence o Inmetro já divulgou seu consumo.

Renault Fluence

O ranking de eficiência energética do Inmetro, melhor dizendo, a medição de consumo oficial do governo de alguns modelos vendidos no Brasil trouxe uma notícia em primeira mão: o consumo da versão Dynamique do novo sedã da Renault, o Fluence. Ao menos é que está no documento. Nele o sedã foi testado com câmbio manual de 6 marchas e motor 2.0 16V, aparentemente, os mesmos já usados no Mégane – a versão automática usará um CVT, segundo comentários.

De acordo com o Inmetro, o Fluence roda 6,9 km na cidade e 9,2 km na estrada usando etanol. Já com gasolina, o alcance é de 10,2 km e 14,1 km, respectivamente. Graças à esses números, o modelo recebeu a nota A, a mais alta do órgão.

Na edição passada, o Mégane teve apenas a versão 1.6 16V analisada com nota C em consumo.

Inmetro divulga programa de etiquetagem para 2011.

Novo Uno 2011

A edição 2011 do programa de etiquetagem que mede a eficiência energética dos automóveis foi divulgada nesta segunda, 8, com a adesão de poucas marcas. Apenas Fiat, Volkswagen, Ford, Toyota, Renault e Kia forneceram seus veículos para a avaliação pelo órgão do governo. O Uno Mille Economy bateu o Ecomotion e é o carro nacional mais eficiente atualmente, segundo o Inmetro.

Curiosamente, o novo Uno, equipado com ar e direção, recebeu nota E, a pior possível a versão Vivace sem esses itens levou um B. Apesar de válido, o sistema do Inmetro dá margens a interpretações estranhas. O Kia Sorento, por exemplo, recebeu nota A por rodar 8,1 km com um litro de gasolina enquanto o novo Uno 1.4 fez 10,7 km com o mesmo combustível e levou E. Claro que o porte diferente justifica essa avaliação diferenciada, mas para o consumidor essa distinção talvez não seja tão óbvia.

A ausência de marcas como Chevrolet, Honda, Peugeot, Citroën e Hyundai, entre outras, é imperdoável e daria mais subsídios para um resultado mais confiável. Uma pena.

Veja a tabela do Inmetro

Jaguar Land Rover: vendas crescem 16%.

Jaguar Land Rover

Grupo JLR expandirá vendas globais com novos veículos; Tata Motors anuncia investimento de R$ 13,4 bi.
A situação financeira começa a melhorar para o grupo Jaguar Land Rover (JLR), revelou o informativo Automotive News. De acordo com a notíciário, o conglomerado britânico, agora sob direção da indiana Tata Motors, obteve crescimento de 16% nas vendas globais em setembro, totalizando 19.528 unidades comercializadas no período.
Segundo a informação, a Jaguar teve 4.861 veículos vendidos, o que significa crescimento de 10%, enquanto a Land Rover, com 14.667 automóveis comercializados, apresentou alta de 19%.

JLR manterá fábrica
Em conjunto com a melhoria nas vendas, a Jaguar Land Rover informou que ao contrário de seu plano até o momento, não desativará mais uma de suas três fábricas na Inglaterra. A alteração de projetos do grupo se deve a um acordo com taxas governamentais favoráveis, bem como a intenção do grupo JLR desenvolver novos modelos e aumentar sua produção. Atualmente as unidades fabris das marcas atuam com menos de 60% da capacidade total.

O CEO da Jaguar Land Rover, Ralf Speth, afirmou que as empresas enxergam “uma grande reviravolta” nos negócios. Como ofensiva para manter o progresso em números de vendas e lucros, a JLR já iniciou a contratação de 1.500 novos colaboradores para auxiliar na produção do Evoque, novo SUV da Land Rover.

A Tata Motor, mantenedora do grupo JLR, informa que investirá US$ 8 bilhões (R$ 13,4 bilhões) no auxílio de suas subsidiárias nos próximos 10 anos.

A australiana Holden lança o VU Ute, utilitário derivado

Holden Picape

Com suas longas distâncias e um claro gosto pela mecânica norte-americana, a Austrália é um país peculiar em termos de automóveis. O modelo mais vendido é o VT Commodore — nosso bem conhecido Omega — da Holden, subsidiária da General Motors, e tanto ela como a Ford oferecem modelos ainda maiores, com comprimento na casa dos 5,10 metros.

Apesar do enorme entreeixos — 2,939 metros –, o VU Ute tem linhas equilibradas e esportivas, com interessante desenho das colunas traseiras

Assim, não surpreende que o último lançamento da Holden seja um picape derivado, justamente, do VT Commodore. Denominado VU Ute, ele substitui um modelo de dez anos e dá prosseguimento a uma trajetória de sucesso que já dura meio século.

Praticamente idêntico ao sedã visto de frente, o picape utiliza o entreeixos mais longo da perua da linha (2,939 m) e tem apenas cabine simples, em três versões de acabamento — básico, S e SS. Atrás das duas únicas portas, pequenos vidros dão um ar de cabine estendida e ajudam na estética da longa caçamba. A capacidade de carga da versão básica é de 830 kg, pouco mais que nosso S10 a gasolina. Na SS cai para 665 kg.

Pela primeira vez um picape australiano utiliza suspensão traseira independente,
que em conjunto com as rodas de 17 pol da versão SS traz estabilidade de esportivo

Novidade no VU Ute é o emprego, pela primeira vez num picape australiano, de suspensão traseira independente, responsável pelo conforto e estabilidade de um bom automóvel. O motor das duas primeiras versões é o V6 de 3,8 litros e 200 cv que temos no Omega, unidade bastante utilizada também na produção norte-americana da GM. Há também uma versão bicombustível, movida tanto a gasolina quanto a gás liquefeito de petróleo — nosso GLP, aqui proibido para veículos por ser subsidiado para uso doméstico.

As coisas esquentam mesmo na versão SS. Por fora, exibe rodas de 17 pol, saias laterais e a mesma frente retrabalhada do sedã esportivo da linha (saiba mais). Por dentro, volante revestido em couro, bancos esportivos, duas bolsas infláveis e acabamento exclusivo. Sob o capô, esta versão traz um V8 de 5,7 litros e 300 cv, todo de alumínio, derivado do que equipa o Chevrolet Corvette.

Das três versões de acabamento, duas adotam o motor V6 de nosso Omega, e a de topo, um V8 de 5,7 litros derivado do que equipa o Corvette

Embora a Holden não divulgue índices de desempenho do picape, o sedã de mesma mecânica acelera de 0 a 100 km/h em 6,5 s e ultrapassa 225 km/h — desempenho para picapeiro nenhum colocar defeito.

GPS inteligente reduz a velocidade do veículo

GPS inteligente

As autoridades australianas irão avaliar, em julho de 2009, um GPS inteligente capaz de reduzir a velocidade do carro quando o motorista ignora o alerta sobre o limite de velocidade da pista. Em testes no estado de New South Wales, o dispositivo atua emitindo primeiro um sinal e, em seguida, cortando parte da injeção de combustível no motor, o que reduz seu rendimento e a resposta do carro ao se pisar no acelerador.

No entanto, os oficiais de New Wales afirmam que, em caso de emergências, como a necessidade de se fazer ultrapassagens, é possível desativar o sistema rapidamente. Eric Roozendaal, ministro dos transportes de Wales, aposta que a tecnologia irá diminuir as mortes no trânsito. “Excesso de velocidade é a causa de 40% dos acidentes fatais no estado, matando 139 pessoas em 2007. O GPS pode diminuir esse número”.

O dispositivo será avaliado em 100 veículos por 18 meses, e o custo do programa será de 1 milhão de dólares australianos (cerca de R$ 1,5 milhão). Outros dois estados, Western Australia e Victoria, já manifestaram interesse em experimentar o aparato no futuro.