Mercedes-Benz mostra em Genebra prévia do novo CLS

A Mercedes-Benz apresenta, no Salão de Genebra (Suíça), que fica aberto ao público de 4 a 14 de março, um carro-conceito chamado F800 Design Study, que dá uma prévia da futura geração do cupê CLS. O veículo foi concebido com dois sistemas híbridos: um com motor a gasolina e elétrico e outro com pilha e combustível e propulsor elétrico.

No primeiro caso, o motor a gasolina é um V6 (seis cilindros em “V”) de 300 cv (cavalos) e um módulo híbrido de 109 cv, alimentado por uma bateria de íons de lítio. Dados de fábrica indicam que o assim o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos e chega a 250 km/h de velocidade máxima (com motor elétrico, 120 km/h).

No segundo, a pilha de combustível com motor elétrico desenvolve 136 cv de potência. As células de pilha de combustível ficam na dianteira, ao passo que o motor elétrico fica no eixo traseiro. Com 4,74 metros de comprimento, 1,94 m de largura e 1,45 m de altura, já foi mostrado como escultura no Salão de Detroit (EUA).

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Mitsubishi anuncia conceito PX-MiEV 4×4



Há tempos a Mitsubishi não anunciava novidades. Ausente dos salões de Detroit e Frankfurt, a quarta maior fabricante de automóveis do Japão encerrou o período de estiagem e revelou nesta quarta-feira (30) o conceito PX-MiEV, uma espécie de Pajero híbrido com visual futurista. A apresentação do protótipo, que segundo a marca percorre mais de 50 km/l, acontece no Salão de Tóquio, marcado para acontecer entre 24 de outubro e 4 de novembro.

Para atingir tal média de consumo de combustível, o conceito associa um motor a combustão de 1.6 litro de 115 cv a um par de motores elétricos que juntos desenvolvem 81 cv. A fonte de energia vem de baterias de íon de lítio, recarregadas por meio da ação do propulsor a combustão ou então conectadas em tomadas de energia convencional de 100 V ou 200 V. Já o funcionamento depende da condução adotada. Em velocidades baixas e médias, operam apenas as fontes de energia alimentadas por eletricidade. Quando é necessário mais força, o bloco a gasolina fornece o impulso extra ao carro.

Como todo SUV Mitsubishi, a tração é 4×4. No caso do PX-MiEV, o sistema de tracionamento ainda possui controle eletrônico de assistência para aclives e declives (E-AYC), que permite ao motorista um melhor manejo do carro em situações de pouca aderência. Há ainda a possibilidade de bloquear o diferencial central, enviando a força do conjunto motriz sem variações individuais para as quatro rodas.

A cabine, como manda a etiqueta dos carros conceito, esbanja modernidade. Os comandos e mostradores são todos digitais e informam, além do básico, dados sobre a capacidade restante nas baterias e modo de funcionamento. O mesmo tipo de mostrador também está presente na segunda fileira de assentos, onde os ocupantes acessam sistema de áudio e ar-condicionado. Outro ponto curioso do PX-MiEV são os bancos com cintos de segurança integrados, diferentemente dos carros atuais, nos quais o dispositivo de segurança é fixado nas colunas.

A australiana Holden faz um carro-conceito

Holden Efijy

Carros-conceito com estilo nostálgico estão longe de ser novidade, mas
desta vez a idéia foi de tirar o chapéu. Enquanto muitos desses estudos
partem de mecânicas convencionais ou mesmo são apresentados sem motor, a
Holden — subsidiária australiana da General Motors — desenvolveu para o
Salão Internacional de Sidnei um hot rod do século 21 com uma mecânica de
arrepiar.

Seu nome, Efijy, é um trocadilho entre a palavra inglesa effigy, que
significa a representação de algo ou alguém famoso, e a sigla FJ, usada em
um dos modelos mais importantes da história da empresa, lançado em 1953.
Como não poderia deixar de ser, as formas do conceito inspiram-se no
modelo de meio século atrás. Mas é um cupê bem mais longo que o original
(5,2 metros, 70 cm a mais, e 2,94 m entre eixos), largo (1,99 m) e baixo
(1,38 m em altura normal para rodagem). A pintura “púrpura Soprano”
contrasta com os elementos brilhantes, que são de alumínio polido e não
metal cromado. As rodas dianteiras medem 9 x 20 pol, com pneus 255/35, e
as traseiras, 10 x 22 pol com 285/30. Os faróis e lanternas usam LEDs e
vários deles são de duplo filamento, para obter cores diferentes conforme
a situação de uso. De resto, deixaremos que as fotos falem por si.

Assim como por fora, a nostalgia domina o interior, mas o Efijy também
esbanja modernidade — a começar pela abertura automática das portas,
ativada por um sensor de proximidade do dono. Enquanto o revestimento
combina couro creme com o tom púrpura do topo do painel e do volante, um
mostrador retrátil na parte central permite os ajustes de áudio,
climatização e da suspensão a ar, entre outros. O controle do rádio
reproduz o mostrador de um modelo antigo. A um toque na tela de cristal
líquido, a altura de rodagem pode ser reduzida a incríveis 27 mm do solo.
O câmbio automático é operado por botões no console, a partida ao motor se
dá por um botão no painel e não falta um potente sistema de áudio:
amplificador de 2.000 watts e subwoofer de 1.000 watts RMS, com disco
rígido para armazenar músicas e vídeos.

Para mover esse supercupê com um desempenho impressionante, a Holden foi
buscar a solução nas pistas: o motor V8 de 6,0 litros, com compressor do
tipo Roots, é semelhante aos usados nas competições da classe V8 Supercar
australiana. A potência máxima de 645 cv a 6.400 rpm e o torque de 79
m.kgf a 4.200 rpm superam em cerca de 10 vezes os valores do modelo FJ
original. Foi instalado sobre um chassi alongado de Chevrolet Corvette,
com suas suspensões independentes e a caixa automática de quatro marchas
em um transeixo na traseira. Os freios são grandes discos ventilados, de
381 mm, e o de estacionamento tem comando elétrico.

Holden Efijy