Em outubro o colega Marlos nos adiantou que as últimas unidades do Fiat Stilo seriam fabricadas antes do início de novembro. Dito e feito. Ontem, no evento de lançamento do Fiat Bravo no Rio de Janeiro (a Fiat deu azar em lançar o modelo aqui no Rio nesses dias…) a montadora italiana confirmou que o Stilo está saíndo de linha. Lançado em 2002, o carro teve cerca de 100 mil unidades vendidas no Brasil, e suas últimas unidades ainda podem ser encontradas com bons descontos nas concessionárias, inclusive na versão Blackmotion, que para muitos foi uma série especial em luto ao seu fim de linha, e olha que ela foi lançada em 2009.
Na verdade, desde 2008 quando o Bravo começou a rodar em testes pelo país o fim do Stilo era esperado. Foi o último modelo equipado com o motor 1.8 da GM, que há meses não é mais fornecido para a Fiat. Após uma carreira de não muito sucesso no Brasil, neste ano o modelo ainda sofreu um recall após uma ordem da justiça. Que o Bravo tenha mais sucesso!
Mesmo não sendo uma atração tão nova assim, o Fiat Bravo estará no estande da Fiat no Salão do Automóvel. Já o lançamento é esperado para o final do ano. O motor será o mesmo do Linea, o 1.8 16v E.torQ e haverá, claro, a opção Dualogic. O iCarros adianta ainda que o Bravo T-Jet está nos planos.
Quanto ao Stilo, só restam interrogações. O atual hatch médio vem capegando nas vendas e o fato de ser o único modelo da linha que ainda usa o motor 1.8 da GM é um indício que a Fiat pode estar pensando no seu fim assim que o Bravo for lançado.
O processo administrativo contra a Fiat foi instalado pelo DPDC em junho de 2008. Segundo o Ministério da Justiça, foram noticiados cerca de 30 acidentes envolvendo desprendimento da roda entre 2007 e 2008, com veículos fabricados entre 2004 e 2008. Dentre os casos analisados, oito tinham de indícios de defeito. Não houve, no entanto, acidentes envolvendo veículos com freios ABS.
A montadora, segundo o DPDC, se manifestou no processo 13 vezes, inclusive com a apresentação de laudos técnicos, e afirmou categoricamente que não havia defeito. Por isso, também se recusou a fazer um recall dos veículos. A montadora alegou que o desprendimento das rodas era consequência dos acidentes.
Um grupo técnico do Ministério Público Estadual de São Paulo, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) elaborou um parecer apontando indícios de defeito, mas o laudo não foi conclusivo. Então, foi solicitado um parecer do Denatran, responsável por controlar e fiscalizar o padrão de segurança dos veículos vendidos no mercado. O órgão concluiu que havia defeito de fabricação e indicou a necessidade de recall nos modelos Stilo fabricados após abril de 2004, com substituição dos cubos das rodas traseiras por cubos fabricados em aço forjado.
O DPDC informou que ainda fará uma avaliação sobre a responsabilidade penal da empresa. Os proprietários do Stilo devem procurar imediatamente a empresa e, caso se sintam lesados, devem entrar em contato com os órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor para pedir a reparação de eventuais danos.










