Fotos de Honda New Civic SI com Rodas Aro 20.

Honda New Civic SI com Rodas Aro 20

 

Honda New Civic SI com Rodas Aro 20

 

 

Fotos de Honda New Civic SI com Rodas Aro 20.

Fotos de Honda New Civic SI com Rodas Aro 20.

Honda New Civic SI com Rodas Aro 20

Honda New Civic SI com Rodas Aro 20

 

Fotos de Honda New Civic SI com Rodas Aro 20.

Honda New Civic Si 2010 consegue andar bem e ainda ser econômico

Da última avaliação que fizemos com o Honda Civic Si, em novembro de 2007, para esta, do modelo 2009 do carro, muito pouca coisa mudou. O preço, por exemplo, baixou. Menos IPI. Caiu de R$ 99,5 mil para R$ 96.965, nada comparável aos US$ 22.105 pelos quais ele é vendido nos EUA, hoje algo em torno de R$ 44 mil. Isso, de todo modo, é algo que já discutimos ao mostrar quanto custam os carros brasileiros à venda no México, com a primeira reportagem da série “Lá fora”, e ao falar do Dia da Liberdade de Impostos, comemorado em 25 de maio. O mundo continua injusto. E o Civic Si continua a ser um veículo extraordinário.

Em termos de aparência, o que se nota de diferente é apenas o novo pára-choque e a grade dianteira pintada de preto, que, assim como as novas rodas de aro 17”, dão um jeitão mais agressivo ao sedã. Os bancos também têm novos tecidos, mas continuam a segurar o motorista com carinho. Tanto que nem dá vontade de sair do carro. Depois de se encaixar neles, o que não é lá muito tranqüilo, evidentemente.

Outros equipamentos dignos de nota no novo carro são os airbags laterais, a nova entrada USB, para ouvir músicas em MP3, o VSA (Vehicle Stability Assist, um controle de estabilidade) e o diferencial de deslizamento limitado, com a inglória sigla LSD (Limited Slip Differential).

O motor (e que motor!) continua a ser o mesmo, um quatro-cilindros de 2 litros e 192 cv a 7.800 rpm, com torque máximo de 193 Nm a 6.100 rpm. No painel, uma luz, chamada de shift-light, indica o momento mais adequado para as trocas de marcha ascendentes. Isso porque, quando se acelera o Civic Si do jeito que ele gosta de ser acelerado, ou seja, até o fim, basta ele passar dos 6.000 rpm para dar uma resposta incrível: o giro sobe como se o carro usasse um turbo ou coisa parecida. E ele não tem turbo, só um comando de válvulas especial, o i-VTEC. E só é mera força de expressão…

As cores disponíveis continuam a ser vermelho, prata e preto, mas, por sorte, o carro disponibilizado para avaliação era da cor que este carro deve ser: vermelho. Qualquer outra, por mais bonita que seja, não dá a real noção do caráter verdadeiro dessa jóia sobre rodas. Combina mais com a iluminação e com as costuras dos bancos.

Ao volante

Fica difícil fazer uma descrição melhor do que a que fizemos ao andar com o Civic Si pela primeira vez. Ele continua a não fazer caso das curvas. Isso porque descobrimos que ele estava com pneus descalibrados, o que costuma gerar um comportamento esquisito em qualquer automóvel. No sedã da Honda, quase passou despercebido. As curvas pareciam retas e o carro sempre esteve absolutamente dócil, ainda que seu motor estivesse gritando a 8.000 rpm. Em qualquer condição.

O que costuma gerar desconforto nos ocupantes de um esportivo é a inércia e a sensação de que se está solto nos bancos. Não no Si. Como dissemos, eles não acomodam: eles acolhem e seguram motorista e passageiro do banco da frente muito bem, mesmo em curvas rápidas e bem fechadas.

Outro elemento fundamental no Si é o câmbio manual de seis marchas, com engates precisos e curtos. A embreagem é firme na medida certa. Há quem se queixe de ela ser dura demais para enfrentar o trânsito, mas não sentimos isso como um problema. Ela até disciplina o motorista, especialmente aqueles com mania de deixar o pé apoiado no pedal.

Enquanto estivemos com ele, não tivemos dó do acelerador (respeitando as leis de trânsito) nem do ar-condicionado. Mesmo assim, o Si fez excelentes 6,5 km/l. É pouco? Depende de como se anda no carro. Poderíamos ter pisado leve e conseguido um consumo bem melhor, mas ter um Si e não ouvir seu motor a 8.000 é um pecado que não nos dispusemos a cometer.