A versão Dynamique é equipada com motor 2.0 litros de 143 cv. O valor sugerido na Argentina para essa opção é de 100,9 mil pesos. Pela cotação de hoje, o Fluence nessa configuração custaria para nós brasileiros, sem os impostos, cerca de R$ 43,5 mil. A versão topo, Privilège, pode ser equipada com câmbio manual, saindo por 121, 50 mil pesos (R$ 52,5 mil) ou com câmbio CVT de seis marchas, custando por 127 mil pesos (R$ 54,4 mil).
De resto, apenas adendos estéticos como faróis com mácara negra, rodas de liga aro 15 escurecias, alguns adesivos, bancos com relevo, o chamado “Embossed”, costuras vermelhas, painel ressaltado com cores mais chamativas e por aí vai. São quatro cores disponíveis: branco glacier, vermelho vivo, prata etoile e preto nacré.
Os equipamentos de série são airbags duplos, ar-condicionado, direção hidráulica e travas e vidros dianteiros elétricos, alarme, faróis de neblina, computador de bordo e rádio CD player MP3 com comando satélite na coluna de direção – opcional, apenas freios ABS por R$ 1.000, um preço em conta.
A vantagem da série especial é essa: você coloca uma meta baixa, em torno de dois mil exemplares, que é pouco pelo preço geralmente mais em conta que a versão normal. Certamente esgotará, ou seja, por mais devagar que sejam as vendas será um “sucesso”. Agora, se esgotar rápido, basta produzir outra fornada e dizer com gosto “a série especial surpreendeu e agora estamos reeditando bla, bla”. Dependendo da aceitação, vira versão regular. Caso contrário, a marca tem o pretexto de dizer que foi série limitada. Melhor que isso, impossível.
No estande da Chana estão expostos três modelos: os compactos Benni e Mini Benni e o Alsvin, nas carrocerias hatch e sedã (sendo este um candidato forte ao título de nome mais horroroso Alsvin, leia de novo do nosso mercado). Os modelos lembram carros japoneses do final da década de 1990 e início dos anos 2000, com grandes faróis, no caso da dupla Benni, e lanternas “invocadas”, que remetem ao esportivo Mazda RX-8, no caso do Alsvin. Se não são expoentes de modernidade, pelo menos o desenho dos carros é correto. No quesito motorização, o Mini Benni vai de 1,0 litro de 69 cv (compatível com o baixo peso, de 870 kg), o Benni utiliza um 1,3 litro de 85 cv e os Alsvin, um 1,5 litro de 98 cv. O acabamento dos modelos é simples, com destaque para o desenho do painel do Alsvin, que contam com uma faixa imitando metal que o atravessa completamente. O modelo tem espaço interno bom, podendo levar quatro ocupantes sem problemas.
O que causa estranhamento é a traseira do Mini Benni. A tampa do porta-malas na cor preta destoa do restante da carroceria, parecendo um enxerto. As lanternas, que possuem bolhas que saltam da carroceria, também não ajudam a compor essa parte do visual do veículo. Os modelos devem chegar ao país em 2011, com preços variando dos R$ 29 mil, no caso do Mini Benni, até cerca de R$ 40 mil, valor que deverá ser cobrado pelo sedã Alsvin. São preços um pouco mais altos do que a média praticada pelos chineses, o que coloca os novatos em rota de colisão com modelos já estabelecidos em território nacional. Resta aguardar para ver como a Chana se posicionará dentro da iminente ofensiva chinesa.









