Danica Patrick.

Neste artigo vamos falar um pouco sobre a piloto de Fórmula Indy mais famosa: Danica Patrick. Eleita a novata do ano de 2005, Danica Patrick vai estrear em sua nova equipe, Andretti Green, no dia 31 de janeiro, durante um teste que será realizado no circuito de Daytona. A primeira etapa da temporada 2007 da Fórmula Indy será no dia 24 de março em Miami. Eleita melhor esportista feminina na vigésima terceira ediçao do March of Dimes, em Nova York, promovido pelo presidente da CBS Sean McManus, ela nao faz feio. Com 1,55m e 45 kg, a norte-americana corre com a coragem de um veterano e a energia de um novato. Virou sensaçao das corridas, chegando próxima de vencer em apenas cinco corridas da Indy Car, mas seu telefone nunca parou de tocar. Patrocinadores fazem fila para conseguir sua parte da mulher com olhos de aço nos dias de corrida.

Recentemente, disputou as 500 milhas de Indianópolis - uma das provas mais importantes do automobilismo mundial. Liderou-a por inúmeras voltas, até ser ultrapassada, nos momentos finais da corrida, por outros 3 carros. Teve a chance de ganhar a prova e escrever seu nome na história do esporte; no entanto, deixou tudo escorrer por entre as suas maos (Ela ficou presa nos pits e rodou na Curva Quatro). Mesmo em quarto, recebeu tanta atençao como se tivesse ganhado a corrida.

Ela está aí nao para quebrar recordes, mas para abrir caminho para novas estrelas. No Brasil, Bia Figueiredo, Sheren Bueno, Débora Rodrigues e Helena Deyama lutam para conquistar seu espaço entre os homens, mas já sentiram o preconceito na pele. Débora Rodrigues só conseguiu ingressar na Fórmula Truck por meio de açao judicial. Isto foi em 1998, e até hoje ela está firme na competiçao. Helena Deyama, piloto de rally, - atua no campeonato brasileiro de Cross Country - admite que quando começou a correr, em 1995, os homens achavam que ela atrapalharia, por nao conseguir transpor obstáculos da prova. "Mas eu venci na minha prova de estréia, o Raid da Primavera", conta. "Depois disso, eles passaram a me respeitar".

Ser mulher para elas nao é problema, é soluçao. Embora concordem com a criaçao de uma categoria de automobilismo feminina, idéia defendida por mais entusiasmo por Débora e Helena, elas gostam mesmo é de enfrentar os "machos". "Prefiro correr no meio dos homens, que sao mais loucos e arrojados. Vencendo eles, eu me sinto superior", diz Bia, que nesta temporada estreará na Fórmula 3 Sul-Americana, pela equipe Cesário Formula. Até 2005, ela disputava a Fórmula Renault.

Algumas pessoas ultrapassadas se espantam quando notam um apresença feminina no automobilismo... Eu me espanto com o fato de ainda haverem pessoas que se espantam! Isso é e deveria ser algo normal. O que deveria nos espantar é o fato de ter "poucas" corredoras. Ainda bem que o mundo está evoluindo e a força física perdeu espaço para a sabedoria.

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